Valadares defende prioridade para a reforma trabalhista
Da Redação | 17/06/2004, 00h00
O debate sobre como aumentar o poder aquisitivo do salário mínimo passa também pelo estabelecimento de novas relações do trabalho, disse o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) nesta quinta-feira (17), ao propor que o Congresso passe a discutir a reforma trabalhista. Defensor de uma reforma que proteja a dignidade do trabalho, ele fez um alerta sobre o risco da chamada -flexibilização do direito do trabalho-, defendida pelos neoliberais como solução da questão do desemprego.
Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), citados pelo senador, as reformas trabalhistas realizadas em alguns países sob o enfoque neoliberal resultaram na precarização do emprego e maior desproteção social, sem reduzir o desemprego.
Sem apresentar uma ampla reforma, o Brasil realizou, a seu modo, uma reformulação trabalhista apontando para a flexibilização salarial, contratual, do tempo e da organização de trabalho e da demissão, promovida pelo governo passado, segundo o senador. Lamentando que essas medidas tenham piorado a situação do mercado de trabalho, Valadares apontou que, antes da reforma, o país tinha 1,9 milhão de desempregados, número que passou a ser de 7,6 milhões após a reforma.
Em aparte, o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou a importância do pronunciamento de Valadares no momento em que o Senado Federal define o valor do salário mínimo, tema referencial, em sua opinião, para qualquer política trabalhista do país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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