Arthur Virgílio: "Oposição está unida"

Da Redação | 15/06/2004, 00h00

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), disse nesta terça-feira (15) que a oposição está unida para votar a medida provisória que estabelece o novo valor do salário mínimo. Ele disse que a bancada do seu partido fechou questão contra o salário mínimo de R$ 260 e a favor de R$ 275, e pela presença dos seus 12 senadores na votação prevista para esta quinta-feira (17).

- Chegou a hora de saber quem tem café no bule. O governo sabe que está na iminência de colher uma derrota fenomenal no Senado - afirmou.

Virgílio disse que o governo não tem mais credibilidade para fazer promessas, pois não cumpriu as anteriores feitas na reforma da Previdência e na tributária. Ele assinalou que o governo agora acena com uma política para o salário mínimo daqui para frente. -Pela lógica dessa política econômica, não cabe assumir compromisso num PIB futuro, até porque não são capazes de prever nada-, observou.

Outra promessa do governo criticada pelo senador foi a de robustecer programas sociais como compensação pelo baixo valor do salário mínimo.

- Desta vez, eu não acreditarei mais em quem disser que foi enganado novamente pelo governo. O governo não cumpriu a palavra nem na reforma da Previdência nem na tributária. Agora quer enfeitar o bolo com programas sociais - alertou.

O senador criticou também o recente anúncio de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Para ele, foi uma ilusão, um engodo aplicado pelo governo na população. -Criou-se uma euforia com um crescimento do PIB abaixo da média mundial-, frisou. O líder tucano disse que pretende convocar o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Eduardo Nunes e o economista e ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros para debaterem a mudança na metodologia do cálculo do PIB.

- Dá para acreditar num governo que toda semana se envolve num escândalo novo? - questionou ainda.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) lembrou em aparte que o governo Luiz Inácio Lula da Silva produziu a maior queda da década na renda dos trabalhadores e também o maior número de milionários.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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