Agripino cobra promessas feitas por Lula durante campanha e critica manutenção da taxa de juros
Da Redação | 21/05/2004, 00h00
O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), aconselhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cumprir os seus compromissos de campanha pensando fundamentalmente nas pessoas e buscando formas de reduzir a taxa de juros, gerar empregos, estimular o pequeno empreendedor e reduzir a carga tributária do país. Em uma análise sobre a semana política e o pronunciamento do presidente em cadeia nacional de rádio e TV, na noite de quinta-feira, o senador Agripino disse nesta sexta-feira (21), no Plenário, que ficou decepcionado com as palavras de Lula e os gestos do governo.
- Nós, no Congresso, demos uma semana de absoluta tranqüilidade política ao governo. A oposição contribuiu para destrancar a pauta do Senado, deu seus votos até para a indicação de autoridades, que era obrigação da bancada governista. E como o governo respondeu? O Conselho de Política Monetária anuncia a manutenção da taxa de juros - criticou o líder pefelista.
Agripino Maia citou números que comprovam, segundo ele, a falta de ações do governo para reativar a economia, como a queda na Bolsa de Valores de São Paulo, a elevação da cotação do dólar e do risco Brasil. A conseqüência, alertou o senador da oposição, é um desemprego recorde, como o registrado em abril na capital de São Paulo, onde 2,4 milhões de pessoas não têm uma ocupação.
Segundo o parlamentar, se o Copom ao menos tivesse anunciado uma pequena queda na taxa Selic, seria um sinal aos empreendedores de que o governo está disposto a fazer a economia crescer.
- Não há cenário externo negativo, só uma leve pressão do preço do barril de petróleo que não desequilibra nossa economia coisa nenhuma. O governo está de tal modo amofinado e preso à meta de inflação que é perfeitamente possível que o pequeno ou grande empreendedor pense que a taxa de juros pode até subir no mês que vem - avaliou Agripino Maia. Finalmente, o líder do PFL lembrou a Lula que ele foi eleito para mudar o Brasil e que basta de "promessas da boca pra fora".
- Interessa ao povo brasileiro que o presidente da República cumpra com a sua palavra, não adianta vir com explicações. Mudar o Brasil significa acabar com os números que acabei de dizer, significa geração de emprego para o mercado interno. A viagem à China merece palmas, mas não é ela que vai mudar o Brasil. O pequeno empresário tem que ser estimulado com uma taxa de juros que caia e uma carga tributária que não cresça - concluiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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