Sarney recebe trabalhadores da Varig

Da Redação | 19/04/2004, 00h00

O presidente do Senado, José Sarney, recebeu nesta segunda-feira (19) representantes da união de associações Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), que lhe pediram que interceda para que o governo conheça o projeto por eles elaborado para reestruturar a companhia e salvá-la da falência. Eles estavam acompanhados de vários deputados e senadores, inclusive o 1º vice-presidente do Senado, Paulo Paim (PT-RS).

Márcio Marsillac, porta-voz da TGV, relatou a Sarney a preocupação desses trabalhadores com os números do balanço de 2003 da empresa, que registra uma dívida de R$ 7 bilhões. De acordo com seu relato à saída do encontro, Sarney disse que sempre se preocupou com a situação da Varig, observando já ter atuado em favor da empresa em outros momentos e que voltará a agir para ajudar esses trabalhadores.

- Obtivemos um compromisso, não só do presidente do Senado, como também de todos os parlamentares presentes à reunião, de que solicitarão uma reunião com o ministro da Defesa, José Viegas, com o presidente do BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social], Carlos Lessa, e com o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, para que essa questão Varig seja tratada com a urgência que merece - afirmou o porta-voz da TGV.

Marsillac disse a Sarney que a preocupação de pilotos, mecânicos de vôo e outros profissionais é evitar que a Varig tome o caminho tomado por empresas como a Parmalat, Encol e Transbrasil.

- Esses trabalhadores, pela importância dos seus empregos, mas também como os maiores credores da companhia, que lhes deve créditos de previdência complementar, propõem uma solução de mercado, empresarial, que soluciona a questão. Essa proposta agrega dois novos parceiros interessados em investir recursos na companhia.

Marsillac ainda explicou que a proposta consiste na conversão de crédito dos trabalhadores em capital social da companhia, com os empregados participando do bloco de controle junto com esses dois novos investidores - um latino-americano e outro europeu, cujos nomes ainda não podem ser revelados. Ele também informou que, tão logo o governo concorde com uma reunião para discutir o assunto, os dois investidores virão ao Brasil.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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