Sarney abre a mostra "O Tesouro dos Mapas"
Da Redação | 14/04/2004, 00h00
Na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, José Sarney, abriu nesta quarta-feira (14), no Salão Negro do Congresso, a mostra O Tesouro dos Mapas, exposição de 150 mapas e objetos náuticos dos séculos 15 a 21, integrantes da coleção do Instituto Cultural Banco Santos de São Paulo. A coleção poderá ser vista de 14 de abril a 1º de agosto deste ano.
As peças integram uma coleção de mais de 8 mil itens, organizada há mais de 15 anos com obras adquiridas em todo o mundo por Edemar Cid Ferreira, presidente do Banco Santos e admirador de documentos raros, peças antigas e mapas de valor histórico.
Ao abrir a cerimônia, Sarney definiu o colecionador como "a maior expressão do mecenato privado brasileiro, que Brasil adentro e mundo afora tem sido extraordinário divulgador da cultura brasileira". Ele o agradeceu por ter trazido essa coleção a Brasília, observando tratar-se de conjunto reunido com dedicação, senso de oportunidade e talento.
- O Congresso Nacional apresenta, com grande prazer, ao público de Brasília, O Tesouro dos Mapas, certo de que ele encontrará aqui a visão do que foi a aventura de construir o Brasil e a aventura das cartas que guiavam os descobridores e faziam a memória do homem na face da terra - disse Sarney.
Em seu discurso, Sarney afirmou que a exposição ali inaugurada mostra cinco séculos de cartografia e de instrumentos usados para os descobrimentos americanos e a conquista ibérica.
- Deste conhecimento que aqui é mostrado surgiu a divisão do Novo Mundo entre Espanha e Portugal pela linha imaginária de Tordesilhas, que nossos avós souberam empurrar léguas de terra adentro e rio acima até o pé dos Andes. Deste conhecimento, mais tarde, se valeria novamente o barão do Rio Branco, ao traçar nossas fronteiras em disputas que se apoiavam longamente na cartografia histórica para estabelecer linhas claras, que puderam ser implementadas num país real - ressaltou.
Em seu discurso, Edemar Cid Ferreira disse que sua coleção contém raridades que explicam como a Europa ultra-marina se posicionava geopoliticamente na época dos grandes descobrimentos. Observando que o acervo mostra, passo a passo, a formação do território que hoje chamamos de Brasil, ele disse que estudar mapas não é só uma lição de história e geografia.
- É uma maneira de entender por que é que a gente se emociona quando ouve o Hino Nacional, ou vê uma bandeira brasileira nas mãos de algum brasileiro vitorioso. Finalmente, descobrir o grande privilégio que é simplesmente dizer "eu sou brasileiro".
Edemar Cid Ferreira agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e aos presidentes do Senado e da Câmara, João Paulo Cunha, a oportunidade de trazer esse conjunto a Brasília.
- Não há lugar mais simbólico que a capital do nosso país para apresentar um pouco da nossa história, a história do nosso povo, a história de cada um de nós aqui presente - disse ele.
Primeiro orador a falar, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha, disse que a mostra é de valor inestimável e prova de que, para empreendedores como Edmar Cid Ferreira, a cultura não tem preço.
Primeiro orador a falar, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha, disse que a mostra é de valor inestimável e prova de que, para empreendedores como Edmar Cid Ferreira, a cultura não tem preço.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE: