Paim se solidariza com desempregado que se imolou
Da Redação | 13/04/2004, 00h00
O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou sua tristeza e sua solidariedade ao rapaz de 30 anos que, desempregado, tocou fogo em seu próprio corpo, em frente ao Palácio do Planalto, na manhã desta terça-feira (13). Ele está internado no Hospital Regional da Asa Norte, com queimaduras muito graves, disse o senador.
O episódio, disse o senador, deve levar as autoridades governamentais a refletirem sobre o desemprego, procurando saídas para esse grave problema social.
Emenda paralela
Paim fez, também, um apelo para que a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprove a PEC 77, a chamada emenda paralela da reforma da Previdência, nos moldes em que foi votada no Senado por unanimidade. A votação está marcada para esta terça-feira (13).
- É fundamental que se honre a palavra empenhada, pois sua aprovação resultou de um acordo reunindo senadores e deputados, com aval do próprio presidente Lula. Será ruim para todos se o compromisso for desrespeitado, porque isso minará a confiança dos congressistas para celebrar acordos posteriores entre as duas Casas, ou com o governo - ressaltou.
Paim lembrou que vários senadores estavam relutantes em aprovar a reforma previdenciária, porque a PEC 67 retirava muitos direitos dos servidores públicos. Eles mudaram de idéia, diante da oferta da PEC 77, a chamada PEC paralela, porque a proposta amenizava alguns dos piores aspectos da reforma, restabelecendo a paridade entre ativos e inativos para muitos casos, criando regras de transição entre o atual sistema e o estabelecido na reforma, entre outros avanços para os servidores.
Ele lembrou que até mesmo o ministro da Previdência na época, Ricardo Berzoini, criticou os termos da PEC 77, mas reconheceu que, se foi um compromisso firmado entre Congresso e governo, terá que ser respeitado.
Em aparte, o senador Ramez Tebet (PMDB-MS) disse não fazer questão de que a Câmara vote a PEC77 nos moldes em que foi aprovada no Senado. "Votem como quiserem. A proposta terá que voltar ao Senado e aqui restabeleceremos sua forma original", disse.
Também em aparte, os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Romeu Tuma (PFL-SP) e Maguito Vilela (PMDB-GO) reiteraram a necessidade de que o acordo celebrado seja cumprido. O senador Magno Malta (PMDB-ES) lembrou o ditado mineiro: "O combinado não é caro".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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