Lula e cúpula da Igreja Católica jantam com Sarney

Da Redação | 31/10/2003, 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o núncio apostólico, dom Lorenzo Baldisseri, e cinco dos oito cardeais brasileiros estiveram na noite desta quinta-feira (30) na residência oficial do presidente do Senado, José Sarney, para um jantar destinado a celebrar os 25 anos do pontificado do Papa João Paulo II.

Acompanhado de dona Marly e da senadora Roseana Sarney (PFL-MA), o presidente do Senado brindou os convidados com uma apresentação do grupo folclórico maranhense -Boi Barrica-. Vestindo roupas coloridas, os 38 integrantes do grupo executaram a -Natalina da Paixão-, um auto de Natal estilizado nos ritmos nordestinos.

Era quase meia noite quando o presidente da República, acompanhado de dona Marisa Letícia, chegou para a festa. Vindo de Campina Grande (PB), onde inaugurou o novo aeroporto da cidade, o presidente Lula pediu desculpas pelo atraso de quase três horas e ouviu animado a entoação do auto de Natal.

Ele foi cumprimentado por cada um dos músicos, posou ao lado deles para fotografias e arriscou-se a tocar tambor e pandeiro. Estiveram também na festa o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Majella; o secretário-geral da CNBB, Dom Odilo Pedro Scherer; o presidente da Comissão Episcopal para o Mutirão de Superação da Fome, Dom Luciano Mendes de Almeida; além de vários outros bispos, senadores e deputados.

Antes do jantar, o Senado e a Câmara se reuniram em sessão conjunta para celebrar o jubileu de prata de João Paulo II. Na ocasião, Sarney definiu como uma bênção para o século XX o pontificado de Karol Wojtyla que, em sua opinião, trouxe a marca do -entusiasmo, fôlego de Deus e carisma-.

O presidente do Senado lembrou que João Paulo II chegou num momento em que a guerra fria parecia levar o mundo ao confronto inevitável do comunismo com o capitalismo, com desfecho nas armas nucleares. Sarney celebrou a ação política do papa e seu papel decisivo nos fatos que levaram à liberdade da Polônia e à queda do muro de Berlim.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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