Suplicy explica que aumento da base monetária pressionou juros e compulsório

Da Redação | 20/02/2003, 00h00

Ao comentar a decisão do Conselho Monetário de aumentar a taxa básica de juros em 1% e o compulsório dos bancos de 45% para 60%, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) explicou ter sido a explosão de 40% da base monetária, feita pelo governo Fernando Henrique no último trimestre de 2002, o real motivo a forçar essas decisões.

- Houve uma enorme expansão dos meios de pagamento (depósitos à vista e papel moeda em poder do público), que subiu de R$ 78 bilhões no final de 2001 para R$ 110 milhões no final de 2002. Esses quase 40% de majoração geraram uma pressão inflacionária que, no final de 2002 e início de 2003, fez explodir os preços, como vimos - explicou.

Para Suplicy, as medidas econômicas para reverter esse quadro são, justamente, subir juros e enxugar liquidez na economia, com o aumento do compulsório dos bancos.

Ele explicou, ainda, que as operações de overnight (captação de um dia) entre o Banco Central e as instituições financeiras saltaram de R$ 40 bilhões no final de novembro para R$ 66 bilhões no final de dezembro, uma majoração de 65%.

- Mais uma vez, essas medidas geram inflação e o remédio, amargo, é enxugar a liquidez do mercado financeiro. Somente quando os índices inflacionários estiverem sob controle, esse quadro poderá ser revertido - acrescentou.

Sessões plenárias de quinta-feira

Na qualidade de presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), o senador Eduardo Suplicy fez um apelo ao presidente José Sarney para que as sessões plenárias de quinta-feira sejam realizadas na parte da tarde para que a comissão possa se reunir pela manhã.

Suplicy explicou que o trabalho da CRE de indicação de embaixadores e audiência de autoridades fica muito prejudicado quando a ordem do dia das sessões plenárias de quinta-feira pela manhã se prolonga muito. Ele propôs que o assunto seja submetido aos 81 senadores, na semana próxima, numa ocasião em que o Plenário esteja cheio.

O presidente José Sarney informou que já está consultando os líderes partidários sobre o assunto, em busca de uma posição de consenso.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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