Simon participa da comemoração dos 95 anos de Niemeyer

Da Redação | 11/12/2002, 00h00

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) homenageou Oscar Niemeyer em discurso lido em plenário pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Segundo Simon, o maior arquiteto brasileiro vivo e um dos maiores do mundo é um exemplo pela sua vida dedicada plenamente ao trabalho. O parlamentar lembrou que Niemeyer também se destaca pela impressionante dimensão humana, traduzida na sua generosidade, solidariedade e amor pelo Brasil e pelo seu povo.

Simon preferiu concentrar sua homenagem nos aspectos humanos. O parlamentar reuniu fragmentos do livro de memórias de Oscar Niemeyer, As Curvas do Tempo, para exemplificar a genialidade, presente desde início de sua carreira. Na obra, Niemeyer relembrou a sua participação na construção de Brasília e descreveu o entusiasmo do então presidente Juscelino Kubistchek. -Oscar, vamos construir a capital do Brasil. Uma capital moderna. A mais bela capital desse mundo-, disse certa vez JK. Pedro Simon abordou também a posição de Oscar Niemeyer diante da vida.

- É notório o desinteresse do arquiteto pelo dinheiro, além da vontade de ajudar as pessoas, características que orgulham Niemeyer - disse o senador, lembrando as palavras do arquiteto sobre o desapego ao dinheiro. -Ninguém imagina quantas vezes trabalho graciosamente, como divido com meus amigos os projetos que elaboro. Nunca me preocupei com dinheiro, adaptando-me às incertezas e imprevistos da vida-, disse Niemeyer num trecho do livro.

Ainda citando o livro de Niemeyer, o parlamentar transcreveu um trecho que demonstra a forte convicção socialista do arquiteto, que foi um dos membros mais destacados do Partido Comunista Brasileiro. -Do mundo, da relação entre o homens, revolta-me a injustiça imensa que existe, os separa e desmerece. E me fiz comunista, e contra a miséria me manifestei a vida inteira-.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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