CAS vai votar projetos para beneficiar idosos
Da Redação | 26/09/2002, 00h00
Dois projetos que serão votados na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) após as eleições de outubro deverão trazer benefícios para pessoas idosas. Do senador Carlos Wilson (PTB-PE), um dos projetos determina que hospitais públicos e privados tenham ambulatórios e unidades de internação destinados preferencialmente ao atendimento de pessoas com idade superior a 65 anos. Hospitais que descumprirem a determinação estarão sujeitos, segundo o projeto, ao pagamento de multa de até R$ 10 mil por mês, devendo a fiscalização ficar a cargo do Executivo.
Carlos Wilson afirma que seu projeto terá amplo alcance social, sem implicar grandes custos para os hospitais. O senador lembra que a Constituição já garante gratuidade dos transportes coletivos urbanos aos maiores de 65 anos de idade, que também devem ter prioridade em procedimentos regulados pelo Código de Processo Civil.
A CAS deve votar ainda projeto da Câmara dos Deputados que regulamenta o atendimento preferencial a idosos, gestantes, portadores de deficiência e crianças para marcação de consultas e exames complementares no Sistema Único de Saúde (SUS).
Outras duas propostas em tramitação na Comissão de Assuntos Sociais referem-se ao financiamento para aquisição de moradia. O projeto da senadora Emília Fernandes (PT-RS) beneficia a mulher chefe de família, reservando para elas, no mínimo, 20% do total de recursos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Emília argumenta que, embora responda pelo sustento de 20% das 38 milhões de famílias brasileiras, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a mulher continua competindo de forma desigual no mercado imobiliário, que lhe oferece restrito acesso aos programas convencionais de financiamento habitacional.
A utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para aquisição de lote urbanizado é o objeto do outro projeto em exame na CAS. A matéria enviada pela Câmara dos Deputados limita a área do lote a até 250 metros quadrados, devendo este estar localizado em parcelamento urbano aprovado pelo poder público local.
Em turno suplementar, a CAS também tem em sua pauta a votação de projeto do senador Arthur da Távola (PSDB-RJ) que cria e regulamenta a profissão de astrólogo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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