Malan e Fraga explicarão acordo com o FMI ao Senado
Da Redação | 11/09/2002, 00h00
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, deverão comparecer ao Senado logo após o primeiro turno das eleições para explicar aos parlamentares os termos do acordo firmado entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de US$ 30 bilhões. A informação é do vice-líder do governo, senador Romero Jucá (PSDB-RR), que se mostrou disposto a conversar com os partidos de oposição sobre a data mais adequada à visita.
- No dia em que o Senado marcar, o ministro e o presidente do Banco Central estarão presentes - garantiu Jucá.
O senador disse que o governo tem sido transparente a respeito de suas negociações com o FMI e tem agido com responsabilidade ao final do mandato, procurando, inclusive, permitir ao futuro presidente da República assumir o governo em uma situação confortável, em termos de reservas internacionais.
Em carta dirigida em agosto ao diretor-geral do Fundo, Horst Köhler, Malan e Fraga argumentam que o governo pretende, com suas últimas medidas no campo econômico, diminuir as incertezas no campo externo e -reduzir a preocupação quanto à orientação da política macroeconômica após a eleição presidencial, facilitando assim a transição para o governo que assumirá a administração federal a partir de 2003-.
De acordo com o memorando de política econômica encaminhado ao Fundo, o governo buscará reforçar as finanças públicas mediante a elevação da meta anual do superávit primário do setor público consolidado para quase 3,9% do PIB em 2002. A elevação dessa meta seria possibilitada pelo controle dos gastos públicos e pela arrecadação prevista de receitas -não recorrentes- no segundo semestre do ano.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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