Fogaça: governo brasileiro deve se posicionar contra decisão unilateral dos EUA de atacar o Iraque
Da Redação | 10/09/2002, 00h00
Ao criticar a decisão do governo americano de declarar guerra ao Iraque de forma unilateral, o senador José Fogaça (PPS-RS) alertou para a necessidade de o governo brasileiro se posicionar contra qualquer forma de mobilização bélica no momento. Ele acrescentou que por mais que sejam procedentes as acusações contra o governo Saddam Hussein, o procedimento correto não é a declaração imediata de guerra.
- A declaração de guerra como primeira iniciativa é contrária a todas as práticas anteriores. O governo dos Estados Unidos deveriam propor a retomada do controle interno na fabricação de armas químicas e de destruição em massa. Caso este procedimento fosse rejeitado pelo governo de Saddam Hussein, ainda haveria outra etapa a ser cumprida: submeter ao conselho de segurança da ONU a decisão por uma guerra - analisou José Fogaça.
Para o senador pelo Rio Grande do Sul, o Brasil deve mostrar claramente que está contra a posição unilateral americana de declarar guerra ao Iraque. Ele disse também que o Congresso brasileiro deve estar frontalmente contra uma guerra imediata e exigir que os Estados Unidos adotem todos os procedimentos que antecedem uma decisão dessas proporções.
José Fogaça lembrou que países como Alemanha e França já demonstraram claramente não concordar com a decisão do presidente americano George W. Bush, de invadir o Iraque imediatamente. Ele também registrou que nesta quarta-feira (11) completa um ano dos atentados contra os Estados Unidos e classificou os ataques como atos desumanos e injustificáveis.
Em aparte, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) elogiou o pronunciamento de Fogaça, sobretudo pela análise -correta e minuciosa- e pelo -posicionamento sensato- que o senador gaúcho aconselhou. Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) também discordou da declaração de guerra pelos americanos contra o Iraque e destacou que um conflito traria conseqüências para todo o mundo, sobretudo para os países mais pobres.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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