Carlos Bezerra defende ação preventiva na área de saúde
Da Redação | 05/09/2002, 00h00
O senador Carlos Bezerra (PMDB-MT) defendeu a prevenção como política de saúde pública. Para ele, a prevenção, especialmente nas áreas de saneamento básico e de controle epidemiológico é "um fator decisivo" para antecipar-se a surtos de doenças contagiosas antes que se alastrem.
- Correr atrás do prejuízo, na área de saúde, pode ter conseqüências demasiadamente graves para que se constitua em opção válida - disse o senador.
Carlos Bezerra lembrou o avanço, no último verão, de uma epidemia de dengue, doença cujos casos vinham declinando desde 1999. No primeiro semestre de 2002 foram registrados 627 mil casos da doença, bem superiores aos 422 mil computados em todo o ano de 2001, informou o senador.
- A incúria de nosso sistema de saúde, como um todo, custou momentos de aflição a milhares de brasileiros e, bem mais lamentável, o sistema de saúde não pôde preservar a vida de muitos deles - disse.
O senador também alertou para o fato de que a dengue, na sua forma hemorrágica, está cada vez mais letal e já foi responsável por mais de 90 mortes este ano, sendo 61 delas apenas no Rio de Janeiro. Ele assinalou ainda que as medidas profiláticas de prevenção já são bem conhecidas, tendo como principal ação o combate à proliferação do mosquito transmissor, o Aedes Aegypti.
Carlos Bezerra observou, no entanto, que as autoridades "estão, afinal, abandonando a postura de um combate tímido ou simplesmente inercial à disseminação da dengue". Ele saudou o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), lançado no dia 24 de julho pelo Ministério da Saúde, como um momento de mudança de postura por parte do governo federal.
O senador explicou que o programa prevê, ainda para este ano, a utilização de mais de R$ 1 bilhão, sendo R$ 900 milhões do orçamento do Ministério da Saúde, com uma contrapartida de R$ 130 milhões proveniente de estados e municípios. Segundo ele, a previsão inicial de investimentos foi ampliada em 35%.
- Contamos que os recursos previstos sejam efetivamente empregados nas ações selecionadas, em inegáveis benefícios para o nosso povo, não se revelando apenas promessas de período eleitoral - concluiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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