Freire aponta erro da "Folha" e acusa PSDB de tentar censurar Ciro Gomes
Da Redação | 25/04/2002, 00h00
O senador Roberto Freire (PPS-PE) disse nesta quinta-feira (25) que o jornal Folha de S. Paulo errou ao noticiar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vetou o candidato do partido, Ciro Gomes, em programas do PDT e do PTB no horário de propaganda a que os partidos têm direito no rádio e na televisão antes do dia 6 de julho, data da abertura oficial da campanha eleitoral. Freire acusou também o PSDB de tentar censurar a presença de Ciro na mídia, ao representar no TSE contra o candidato:
- Ao tentar censurar Ciro Gomes, impedindo a sua participação nos programas partidários do PDT e do PTB, o PSDB cumpre um papel que mancha a biografia de seus membros, em sua maioria oriundos de lutas democráticas, libertárias, em períodos obscuros da história do Brasil - disse Roberto Freire.
O senador discursou durante a ordem do dia do Senado, na discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) do senador Bernardo Cabral (PFL-AM) que garante aos partidos o direito de livre associação nas eleições deste ano.
Freire, que é a favor da PEC, explicou que, na verdade, houve a representação do PSDB ao TSE contra a presença de Ciro nos futuros programas do PDT e do PTB. O tribunal arquivou a representação, e houve a seguir um pedido de desarquivamento, um agravo regimental, que novamente foi rejeitado:
- Na resposta ao agravo regimental, o ministro do TSE fez alguns comentários, em que A Folha se baseou para tirar conclusões equivocadas. Quanto ao PSDB, tentou agora censurar Ciro Gomes, mas omitiu-se quando o mesmo foi feito com supostos "fenômenos" eleitorais, como a ex-candidata Roseana Sarney e mesmo com o Lula, que, graças ao trabalho de marketing, está sendo chamado de "Dula" (referência ao marqueteiro Duda Mendonça) - explicou Roberto Freire.
O senador criticou também a decisão do TSE de vincular verticalmente as coligações. Disse que a decisão é arbitrária e levou ao surgimento de aberrações como as candidaturas "camarão", "mula-sem-cabeça", candidatos "laranjas" e outros arranjos semelhantes.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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