Lauro Campos protesta contra prisão de brasileiro por Israel

Da Redação | 22/04/2002, 00h00

O senador Lauro Campos (PT-DF) manifestou preocupação com a situação de um dos dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Mário Lill, que em visita de solidariedade ao líder palestino Yasser Arafat, foi preso por militares israelenses. O parlamentar informou que a Embaixada de Israel não divulgou o paradeiro do brasileiro e reclamou do atendimento que a representação diplomática lhe dispensou.

- O Brasil não pode ficar de braços cruzados - protestou Lauro Campos, que cobrou empenho das autoridades brasileiras para que Mário Lill seja libertado e possa voltar para o Brasil.

Lauro Campos disse que foi obrigado a aguardar cerca de uma hora em uma guarita onde foi recebido por um funcionário que o questionou se havia protestado contra a morte de um turista brasileiro, vitima de um atentado terrorista, ocorrido em Jerusalém, no fim de 2001.

- É muito diferente a situação do turista e a de Mário Lill. Erros de um grupo isolado não podem ser comparados ao de um Estado - afirmou o senador.

A prisão de Mário, continuou o senador, fere as normas do direito internacional e os tratados de guerra, já que, na sua avaliação, o dirigente do MST foi na verdade seqüestrado pelos militares. Ele lembrou que Mário pertencia a uma delegação internacional integrada pelo ativista francês anti-globalização José Bové que, embora tenha sido barrado no aeroporto de Telaviv, não teve problemas na sua volta para a França.

Numa análise sobre o conflito entre israelenses e palestinos, o senador afirmou que os Estados Unidos tomaram para si o papel do bem. "Uma postura hipócrita", sustentou o senador, já que os Estados Unidos não têm condições de serem mediadores por estarem na condição de financiadores do poderio bélico de Israel.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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