Quanto se discrimina no Brasil

Da Redação | 20/03/2002, 00h00

São muitos os dados recolhidos por órgãos ou entidades nacionais e internacionais que demonstram o nível de discriminação racial no Brasil. Os números abrangem aspectos econômicos, sociais, culturais e populacionais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra corresponde a 42% da população brasileira, o que representa cerca de 69 milhões de afro-brasileiros, em um país de mais de 163 milhões de habitantes.

Na educação:

- Do total de universitários, apenas 2,2% são negros, 13,5% são pardos e mais de 80% são brancos;
- O percentual da população negra que completou 15 ou mais anos de estudo é cinco vezes menor que o percentual na população de brancos;
- Em média, um branco tem o dobro da escolaridade de um negro;
- A taxa de analfabetismo é quase três vezes maior entre negros e mulatos;
- O percentual de analfabetos entre os negros é 2,5 vezes maior que o percentual entre os brancos;
- Um jovem branco de 25 anos tem, em média, mais de 2,3 anos de estudo que um jovem negro da mesma idade.


No trabalho:

- A taxa de desemprego de mulheres negras (16,5%) é maior que a de mulheres brancas (12,53%);
- Em média, um branco ganha quase 40% a mais e tem três vezes mais chances de se tornar patrão ao longo da vida do que um negro;
- Negros e mulatos ganham apenas 84% do que recebem os brancos com a mesma escolaridade e que moram na mesma região.

As estatísticas levantadas sobre o setor de saúde também apontam para uma situação de diferenciação entre brancos e negros. Estes detêm taxas elevadas de mortalidade infantil, gravidez precoce e doenças em geral.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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