Salário mínimo de hoje é o maior dos últimos 40 anos, diz FHC

Da Redação | 15/02/2002, 00h00

O salário mínimo vigente hoje no Brasil é o mais alto dos últimos 40 anos, atingindo esse patamar após um reajuste de 27% sobre os níveis praticados no início da década de 90. Essa é uma das informações constantes da mensagem encaminhada nesta sexta-feira (15) ao Congresso Nacional pelo presidente da República, na qual ele procura defender o seu governo das acusações de ter sido, ao longo desses sete anos, negligente para com os problemas sociais do país.

Segundo Fernando Henrique Cardoso, a melhora dos indicadores sociais, por si só, desmente essas acusações, como no caso dos gastos sociais do governo, que no biênio 1998/99 superaram 14% do Produto Interno Bruto (PIB), "o mais alto dos últimos 20 anos, pelo menos".

Na mensagem encaminhada ao Congresso, o presidente listou ainda os seguintes indicadores positivos: o percentual da população pobre do país foi reduzido de 43% para 32% entre 1994 e 2000; o número de crianças sem escolas, passou de 10% da população infantil, em 1995, a 3% em 1999, devendo chegar a zero em 2002; a mortalidade infantil diminuiu de 41 óbitos por mil nascidos vivos, em 1994, para 33 por mil em 2001; o PIB cresceu em média 3,3% ao ano no período de 1993 a 2000; a agricultura saiu dos 60 milhões de toneladas de grãos em 1994 para mais de 100 milhões de toneladas na safra 2001/2002; o ingresso de turistas estrangeiros no país aumentou em 187% no período de 1994 a 2000; as linhas de telefones fixos saltaram de 14,6 milhões para 46 milhões no período entre 1995 e 2001, enquanto o serviço de telefone celular saiu de 1,4 milhões para 28 milhões de acessos no mesmo período.

Segundo dados da mensagem presidencial, de 1995 a 2000 a remuneração média do servidor civil ativo do Executivo federal passou de R$ 1.665,00 para R$ 2.566,00, registrando um aumento de 54%. O presidente também destaca que a utilização de hidrovias e de ferrovias permitiu que o custo do transporte de grãos no país fosse reduzido em 40%, sendo ainda de 50% o nível de redução dos custos portuários.

No período de 1994 a 2000 - prossegue a mensagem - o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos de mais de R$ 25 bilhões. Além disso, por meio de 12 programas de transferência direta de renda executados pelo governo federal, em 2002 estarão sendo beneficiados 31 milhões de pessoas, com um total de R$ 30 bilhões. "Isso se chama redistribuição de renda", assinala o presidente da República.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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