Horário de verão poderá transformar-se em instituição permanente

Da Redação | 25/01/2002, 00h00

O horário de verão, que termina à zero hora do próximo dia 17, poderá repetir-se todos os anos em 12 estados e no Distrito Federal. É o que prevê projeto de lei da Câmara que tramita atualmente na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A matéria poderá ser apreciada diretamente em Plenário, caso seja aprovado requerimento do senador Geraldo Melo (PSDB-RN) que solicita a dispensa de parecer da comissão.

De acordo com a proposta, a implantação do horário de verão será automática a partir da zero hora do terceiro domingo de outubro e até o segundo domingo de fevereiro. Os relógios deverão ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além dos estados da Bahia e do Tocantins. Segundo a justificativa do projeto, a medida tem levado a uma economia média de 1% no consumo de energia das regiões envolvidas.

Outro projeto que tramita na Casa sobre o assunto, de iniciativa do senador Maguito Vilela (PMDB-GO), procura limitar a área de abrangência do horário de verão. Caso a proposta torne-se lei, ficarão de fora o Distrito Federal e os estados de Goiás e Tocantins. A matéria está pronta para a pauta da Comissão de Serviços de Infra-estrutura (CI).

Maguito argumenta, na justificativa de seu projeto, que nessa região é pequeno o crescimento, no verão, do período ensolarado. Durante apenas 39 dias, afirma o senador, existe no Distrito Federal pelo menos uma hora a mais de sol. "Argumentos semelhantes fizeram com que os estados do Nordeste, exceção feita à Bahia, fossem incluídos e, logo em seguida, excluídos do horário de verão", observa Maguito.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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