Senadores comentam julgamento de assassinos do índio Galdino
Da Redação | 06/11/2001, 00h00
Senadores comentaram, em entrevista à Rádio Senado, nesta terça-feira (6), o julgamento dos quatro acusados de assassinar o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, que foi incendiado em um ponto de ônibus em Brasília, em 20 de abril de 1997. Eron Oliveira, Max Alves, Antonio Vilanova e Tomás Almeida estão presos. O outro envolvido no crime era menor e já está em liberdade.
De acordo com o senador Tião Vianna (PT-AC), o caso Galdino é um dos mais agressivos à dignidade humana.
— Filhos de ricos feriram de morte gratuitamente, sem qualquer razão compreensível, uma pessoa que talvez sonhasse em ter comida no dia-a-dia para os filhos, talvez sonhasse na construção da cidadania desse país. Não é possível que sejamos bonzinhos com os ricos e insensíveis com os pobres - afirmou.
O senador Bernardo Cabral (PFL-AM) disse confiar na competência do júri popular.
— Eles vão ser julgados pelo tribunal mais democrático que existe no mundo, que é o júri popular - avaliou.
Já o senador Gilvan Borges (PMDB-AP) disse acreditar que os réus já cumpriram suas penas, nos quatro anos que passaram na prisão.
— Eles já sofreram o suficiente. É um crime da própria sociedade incinerar e liquidar também quatro vidas de jovens adolescentes, que, pela imprudência ou por estarem juntos, cometeram este ato. Os presídios são escolas de bandidos - declarou Gilvan.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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