Senado faz campanha preventiva sobre o antraz

Da Redação | 16/10/2001, 00h00

As cinco mil pessoas que trabalham nas dependências do Senado e prédios anexos estão sendo instruídas, por correio eletrônico, a se prevenirem contra o eventual recebimento de carta ou pacote contendo a bactéria antraz. Embora nenhum material suspeito tenha sido enviado à Casa nos últimos tempos, a Subsecretaria de Segurança Legislativa decidiu realizar a campanha depois de receber consultas de vários servidores preocupados com os atos de bioterrorismo que estão sendo registrados nos Estados Unidos.

 — Não há motivo para pânico ou temor exagerado. O que estamos fazendo é um trabalho de orientação, de caráter preventivo. Como responsáveis pela segurança tínhamos o dever de agir de modo a não sermos surpreendidos - explicou o diretor da subsecretaria, Claylton Zanlorenci.

Inspirado em avisos criados pelo FBI, a polícia federal norte-americana, e pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), o cartaz distribuído via e-mail alerta para envelopes ou pacotes com aspecto ou cheiro estranho, peso ou rigidez anormal, além de manchas químicas no invólucro. Também devem ser considerados suspeitos envelopes ou pacotes com selos estrangeiros ou com excesso de selos, sem remetente ou trazendo erros de ortografia no campo reservado ao destinatário. Outro elemento que deve despertar atenção é o excesso de barbantes e fitas adesivas no pacote.

A instrução do serviço de segurança do Senado é bem clara: os que receberem correspondência com essas características, seja em caráter oficial ou pessoal, não devem abri-la, agitá-la, batê-la ou cheirá-la. O material deve ser isolado até que que um agente possa examiná-lo. Cartazes com as mesmas orientações serão afixados em breve nas dependências da Casa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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