Dirigentes do Vasco negam provas e evidências contra Eurico
Da Redação | 09/10/2001, 00h00
O ex-presidente do Vasco da Gama Antônio Soares Calçada negou ter conhecimento de que o funcionário Aremithas José de Lima fosse "laranja" do deputado federal e atual presidente do clube, Eurico Miranda. Calçada disse desconhecer que o dinheiro do Vasco depositado na conta de Aremithas, conforme comprovam documentos obtidos pela CPI, era usado para pagar até contas pessoais de Eurico.
O ex-presidente do Vasco não soube responder se Eurico Miranda custeou a sua campanha eleitoral em 1998 usando R$ 600 mil do clube depositados na conta de Aremithas. Calçada afirmou que nunca abriu conta no exterior em nome do clube.
- Acho que atualmente o Vasco também não possui conta no exterior - disse.O presidente do Conselho de Beneméritos do Vasco, Carlos Alberto Cavalheiro. também prestou depoimento na CPI. Disse que poucas vezes vai ao clube e que, na qualidade de presidente do Conselho de Beneméritos, não tem acesso à área administrativa da agremiação, não podendo, portanto, dar qualquer tipo de informação a respeito de recursos do Vasco. A afirmação de Cavalheiro levou o senador Lindberg Cury (PFL-DF) a denunciar a existência no clube de corporativismo para encobrir desvios de recursos e evasão fiscal.
- Uma atitude decente seria a realização de uma auditoria no clube - sentenciou Lindberg.
Negativas
"Não sei de nada", foi o argumento mais usado pelo presidente do Conselho Fiscal do Vasco, Geraldo Teixeira da Silva, em depoimento na CPI do Futebol, principalmente quando argüido a respeito de suposta contabilidade paralela no clube. Ele garantiu à comissão não saber, por exemplo, da existência de um depósito no valor de R$ 435 mil feito pelo Vasco numa conta de Eurico Miranda ao tempo em que ainda era o diretor de Futebol.
- Só tomei conhecimento (da contabilidade paralela) pela imprensa - disse. E acrescentou: confio no atual presidente do Vasco, Eurico Miranda, e em toda a sua diretoria.
Teixeira da Silva negou a existência de uma conta no Bradesco no valor de R$ 16,5 milhões, aberta quando as contas do clube estavam bloqueadas em virtude de decisão judicial proferida em razão da morte do atacante Denner.
O conselheiro do Vasco confirmou a assinatura dele nos balanços do clube no biênio 1998/1999. Indagado pelo relator, Geraldo Althoff, se tinha detectado crimes como o desvio de recursos ou sonegação fiscal, foi enfático: "Não". Sobre Aremithas José de Lima, o presidente do Conselho Fiscal disse desconhecer qualquer transação bancária entre o funcionário do clube e Eurico Miranda.
O relator da comissão, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), demonstrou, então, com base em documentos exibidos num telão que entre 1996 e 2000 os recursos depositados na conta de Aremithas cresceram ano a ano. Exemplo: de R$ 78 mil em 1996, o saldo elevou-se a R$ 1,7 milhão em 1999.
O ex-presidente do Vasco não soube responder se Eurico Miranda custeou a sua campanha eleitoral em 1998 usando R$ 600 mil do clube depositados na conta de Aremithas. Calçada afirmou que nunca abriu conta no exterior em nome do clube.
- Acho que atualmente o Vasco também não possui conta no exterior - disse.O presidente do Conselho de Beneméritos do Vasco, Carlos Alberto Cavalheiro. também prestou depoimento na CPI. Disse que poucas vezes vai ao clube e que, na qualidade de presidente do Conselho de Beneméritos, não tem acesso à área administrativa da agremiação, não podendo, portanto, dar qualquer tipo de informação a respeito de recursos do Vasco. A afirmação de Cavalheiro levou o senador Lindberg Cury (PFL-DF) a denunciar a existência no clube de corporativismo para encobrir desvios de recursos e evasão fiscal.
- Uma atitude decente seria a realização de uma auditoria no clube - sentenciou Lindberg.
Negativas
"Não sei de nada", foi o argumento mais usado pelo presidente do Conselho Fiscal do Vasco, Geraldo Teixeira da Silva, em depoimento na CPI do Futebol, principalmente quando argüido a respeito de suposta contabilidade paralela no clube. Ele garantiu à comissão não saber, por exemplo, da existência de um depósito no valor de R$ 435 mil feito pelo Vasco numa conta de Eurico Miranda ao tempo em que ainda era o diretor de Futebol.
- Só tomei conhecimento (da contabilidade paralela) pela imprensa - disse. E acrescentou: confio no atual presidente do Vasco, Eurico Miranda, e em toda a sua diretoria.
Teixeira da Silva negou a existência de uma conta no Bradesco no valor de R$ 16,5 milhões, aberta quando as contas do clube estavam bloqueadas em virtude de decisão judicial proferida em razão da morte do atacante Denner.
O conselheiro do Vasco confirmou a assinatura dele nos balanços do clube no biênio 1998/1999. Indagado pelo relator, Geraldo Althoff, se tinha detectado crimes como o desvio de recursos ou sonegação fiscal, foi enfático: "Não". Sobre Aremithas José de Lima, o presidente do Conselho Fiscal disse desconhecer qualquer transação bancária entre o funcionário do clube e Eurico Miranda.
O relator da comissão, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), demonstrou, então, com base em documentos exibidos num telão que entre 1996 e 2000 os recursos depositados na conta de Aremithas cresceram ano a ano. Exemplo: de R$ 78 mil em 1996, o saldo elevou-se a R$ 1,7 milhão em 1999.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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