Diretores da CEF negam intenção de receber propinas
Da Redação | 05/09/2001, 00h00
"Um caso patético de injustiça", foi como o presidente da Comissão de Fiscalização e Controle (CFC), senador Ney Suassuna (PMDB-PB), sintetizou as denúncias formuladas contra dois diretores da Caixa Econômica Federal (CEF), acusados de terem pedido propinas no valor de R$ 8,9 milhões a fim de liberarem cerca de R$ 58 milhões em favor da Cooperativa de Garimpeiros de Serra Pelada para pôr fim a uma ação que já dura 15 anos. Os diretores prestaram depoimento nesta quarta-feira (dia 5) à CFC, que é presidida por Suassuna.
Os autores da denúncia são o empresário Milton Gatti e o advogado Gerardo Gualberto de Queiroz - este chegou a registrar, num cartório de Brasília, a acusação de que os diretores da CEF Henrique Costabile e Dalide Alves Corrêa teriam solicitado propina para liberar os recursos para a cooperativa.
Os dois diretores da Caixa negaram a intenção de receber qualquer propina. Para eles, os denunciantes não lutam pelos interesses dos garimpeiros de Serra Pelada, e sim em causa própria. É que ambos, informaram, são credores da cooperativa.
Os diretores acrescentaram que o caso da cooperativa dos garimpeiros de Serra Pelada vem-se arrastando desde 1986, quando o Banco Central repassou à CEF o controle das chamadas "sobras" do garimpo, envolvendo toneladas de minérios, entre os quais paládio, ouro e prata. Foi então que os garimpeiros entraram na Justiça para reaver o dinheiro dos minérios, via cooperativa.
- Estamos sendo acusados por apenas tentar preservar o patrimônio da Caixa Econômica Federal - disse Henrique Costabile ao admitir, entretanto, que a CEF poderá fazer um acordo para liberar os R$ 58 milhões, a serem pagos não em dinheiro, mas em obras para os cooperados como, por exemplo, a construção de um hospital ou uma escola profissionalizante. Para o diretor da Caixa, nem os denunciantes - que são credores da cooperativa - e nem o advogado deles, Sérgio Frazão do Couto, " têm direito a receber um centavo sequer da Caixa".
Após o término dos depoimentos, Suassuna concluiu que não houve qualquer lesão ao erário público por parte dos diretores. "Pelo contrário, a Caixa zelou pelo interesse público e os diretores estão sendo acusados tendo por base apenas documentos duvidosos, vindos de pessoas que tiveram interesses contrariados", observou o senador.
Os autores da denúncia são o empresário Milton Gatti e o advogado Gerardo Gualberto de Queiroz - este chegou a registrar, num cartório de Brasília, a acusação de que os diretores da CEF Henrique Costabile e Dalide Alves Corrêa teriam solicitado propina para liberar os recursos para a cooperativa.
Os dois diretores da Caixa negaram a intenção de receber qualquer propina. Para eles, os denunciantes não lutam pelos interesses dos garimpeiros de Serra Pelada, e sim em causa própria. É que ambos, informaram, são credores da cooperativa.
Os diretores acrescentaram que o caso da cooperativa dos garimpeiros de Serra Pelada vem-se arrastando desde 1986, quando o Banco Central repassou à CEF o controle das chamadas "sobras" do garimpo, envolvendo toneladas de minérios, entre os quais paládio, ouro e prata. Foi então que os garimpeiros entraram na Justiça para reaver o dinheiro dos minérios, via cooperativa.
- Estamos sendo acusados por apenas tentar preservar o patrimônio da Caixa Econômica Federal - disse Henrique Costabile ao admitir, entretanto, que a CEF poderá fazer um acordo para liberar os R$ 58 milhões, a serem pagos não em dinheiro, mas em obras para os cooperados como, por exemplo, a construção de um hospital ou uma escola profissionalizante. Para o diretor da Caixa, nem os denunciantes - que são credores da cooperativa - e nem o advogado deles, Sérgio Frazão do Couto, " têm direito a receber um centavo sequer da Caixa".
Após o término dos depoimentos, Suassuna concluiu que não houve qualquer lesão ao erário público por parte dos diretores. "Pelo contrário, a Caixa zelou pelo interesse público e os diretores estão sendo acusados tendo por base apenas documentos duvidosos, vindos de pessoas que tiveram interesses contrariados", observou o senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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