Para Eduardo, saída do PMDB do governo deve ser decidida em convenção
Da Redação | 22/06/2001, 00h00
Diante da posição do senador Maguito Vilela (PMDB-GO), que defendeu a saída do PMDB da base governista, o senador Eduardo Siqueira Campos (PFL-TO) afirmou que o momento ideal para um partido decidir se mantém seu apoio ao governo ou se parte para a oposição é a convenção partidária, quando as bases do partido são ouvidas.
- Como partidos que dão sustentação ao governo, temos a responsabilidade de promover a estabilidade. As dificuldades devem ser resolvidas em convenção - defendeu Eduardo, lembrando que, em 1998, "em uma convenção tumultuada", o PMDB decidiu apoiar a candidatura do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em nome da liderança do PFL, o senador elogiou o discurso de José Fogaça (PMDB-RS), por considerar sua posição equilibrada e coerente com a história do PMDB. Eduardo avaliou ainda que a opinião pública pode não entender o rompimento de um partido que apoiou o governo por tantos anos e, na reta final, "abandona o barco".
- O PFL apóia o presidente Fernando Henrique Cardoso desde a primeira eleição mas o partido pode vir a adotar uma candidatura própria. Isso não faz com que o partido tenha que deixar de integrar a base de sustentação do governo e os seus cargos - afirmou.
Em aparte, Maguito disse que o seu partido não está obrigado a ficar indefinidamente ao lado de um governo que não corresponde mais aos anseios da população e que o PMDB tem o direito de "caminhar com as próprias pernas".
- O presidente não conduziu o país como deveria. Ele não poderia ouvir apenas o ministro da Fazenda como fez durante todo esse tempo. Como é que vamos dar sustentação a um governo que prioriza o FMI em detrimento de seu povo? - questionou, ao argumentar que o governo não investiu na área social e que as estradas estão mal conservadas.
Em resposta, Eduardo lembrou que o Ministério dos Transportes está desde o início do governo de Fernando Henrique nas mãos de políticos do PMDB. Ele disse ainda que anunciar o rompimento com o governo é a forma mais fácil de ganhar as manchetes dos jornais e que Maguito estaria motivado por divergências políticas em seu estado, que é governado pelo PSDB.
- O que pensam as bases e os eleitores do ministro Padilha (Eliseu Padilha, dos Transportes, que é do PMDB gaúcho)? Não se surpreenda se o PMDB, na convenção, não aprovar a candidatura própria - disse Eduardo, pedindo serenidade aos partidos nos meses que precedem as convenções.
Os senadores Alberto Silva (PMDB-PI) e Fogaça apartearam o representante do Tocantins. Fogaça destacou a necessidade de garantir estabilidade ao governo de Fernando Henrique até o final, pois, alegou, nos últimos anos o PMDB não apoiou o PSDB, mas o país.
- Como partidos que dão sustentação ao governo, temos a responsabilidade de promover a estabilidade. As dificuldades devem ser resolvidas em convenção - defendeu Eduardo, lembrando que, em 1998, "em uma convenção tumultuada", o PMDB decidiu apoiar a candidatura do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em nome da liderança do PFL, o senador elogiou o discurso de José Fogaça (PMDB-RS), por considerar sua posição equilibrada e coerente com a história do PMDB. Eduardo avaliou ainda que a opinião pública pode não entender o rompimento de um partido que apoiou o governo por tantos anos e, na reta final, "abandona o barco".
- O PFL apóia o presidente Fernando Henrique Cardoso desde a primeira eleição mas o partido pode vir a adotar uma candidatura própria. Isso não faz com que o partido tenha que deixar de integrar a base de sustentação do governo e os seus cargos - afirmou.
Em aparte, Maguito disse que o seu partido não está obrigado a ficar indefinidamente ao lado de um governo que não corresponde mais aos anseios da população e que o PMDB tem o direito de "caminhar com as próprias pernas".
- O presidente não conduziu o país como deveria. Ele não poderia ouvir apenas o ministro da Fazenda como fez durante todo esse tempo. Como é que vamos dar sustentação a um governo que prioriza o FMI em detrimento de seu povo? - questionou, ao argumentar que o governo não investiu na área social e que as estradas estão mal conservadas.
Em resposta, Eduardo lembrou que o Ministério dos Transportes está desde o início do governo de Fernando Henrique nas mãos de políticos do PMDB. Ele disse ainda que anunciar o rompimento com o governo é a forma mais fácil de ganhar as manchetes dos jornais e que Maguito estaria motivado por divergências políticas em seu estado, que é governado pelo PSDB.
- O que pensam as bases e os eleitores do ministro Padilha (Eliseu Padilha, dos Transportes, que é do PMDB gaúcho)? Não se surpreenda se o PMDB, na convenção, não aprovar a candidatura própria - disse Eduardo, pedindo serenidade aos partidos nos meses que precedem as convenções.
Os senadores Alberto Silva (PMDB-PI) e Fogaça apartearam o representante do Tocantins. Fogaça destacou a necessidade de garantir estabilidade ao governo de Fernando Henrique até o final, pois, alegou, nos últimos anos o PMDB não apoiou o PSDB, mas o país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE:
Primeira página
Últimas
02/01/2026 12h46
Plenário vai avaliar redução da jornada de trabalho, aprovada na CCJ
02/01/2026 11h52
Sancionada LDO de 2026, com veto a reajuste do Fundo Partidário
02/01/2026 11h22
Ano de 2026 marca implementação da reforma tributária