Valadares reivindica mais combate à corrupção
Da Redação | 18/06/2001, 00h00
O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) disse nesta segunda-feira (dia 18) que algo está mudando na cultura política do Brasil, com a população se mobilizando contra a idéia de que é impossível extinguir os focos de corrupção. Para ele, a indignação popular representa o primeiro passo para moralizar governo e sociedade e isso já está acontecendo no país, em função da divulgação, cada dia mais intensa, dos escândalos pelos meios de comunicação.
Valadares citou algumas das sugestões feitas por especialistas no combate à corrupção que ele considera mais adequadas ao Brasil, como o financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais, regras rígidas sobre licitação pública, reforma das leis processuais para tornar mais rápida a tramitação jurídica, profissionalização crescente dos servidores públicos e fim da ingerência política nos Tribunais de Contas.
Segundo o senador por Sergipe, é preciso não esquecer que, se há corruptos no governo, há corruptores na sociedade, sendo imperativo investigar e punir esses agentes da corrupção pública.
- Esse ponto é tão importante quanto a adoção de medidas de moralização dos agentes do governo. Sem atacar as duas pontas da linha, nunca mataremos a hidra da rede de corrupção - afirmou.
Valadares citou, ainda, a tese do ativista alemão Peter Eigen, presidente da Organização Não-Governamental Transparência Internacional, segundo a qual prestam grande desserviço à democracia as pessoas ou partidos que propagam a noção de que o roubo, sendo parte da natureza humana, é impossível de erradicar. O cidadão, além de se conformar com a roubalheira no governo, passa a achar que também pode roubar, tornando a convivência civilizada cada vez mais difícil, explica Eigen.
- Espero que esse não seja o rumo que as coisas estão tomando no Brasil - disse Valadares ao concluir seu pronunciamento, ressaltando que os brasileiros estão, pouco a pouco, expurgando da vida nacional os focos da corrupção, na medida de suas possibilidades.
Valadares citou algumas das sugestões feitas por especialistas no combate à corrupção que ele considera mais adequadas ao Brasil, como o financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais, regras rígidas sobre licitação pública, reforma das leis processuais para tornar mais rápida a tramitação jurídica, profissionalização crescente dos servidores públicos e fim da ingerência política nos Tribunais de Contas.
Segundo o senador por Sergipe, é preciso não esquecer que, se há corruptos no governo, há corruptores na sociedade, sendo imperativo investigar e punir esses agentes da corrupção pública.
- Esse ponto é tão importante quanto a adoção de medidas de moralização dos agentes do governo. Sem atacar as duas pontas da linha, nunca mataremos a hidra da rede de corrupção - afirmou.
Valadares citou, ainda, a tese do ativista alemão Peter Eigen, presidente da Organização Não-Governamental Transparência Internacional, segundo a qual prestam grande desserviço à democracia as pessoas ou partidos que propagam a noção de que o roubo, sendo parte da natureza humana, é impossível de erradicar. O cidadão, além de se conformar com a roubalheira no governo, passa a achar que também pode roubar, tornando a convivência civilizada cada vez mais difícil, explica Eigen.
- Espero que esse não seja o rumo que as coisas estão tomando no Brasil - disse Valadares ao concluir seu pronunciamento, ressaltando que os brasileiros estão, pouco a pouco, expurgando da vida nacional os focos da corrupção, na medida de suas possibilidades.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE:
Primeira página
Últimas
02/01/2026 12h46
Plenário vai avaliar redução da jornada de trabalho, aprovada na CCJ
02/01/2026 11h52
Sancionada LDO de 2026, com veto a reajuste do Fundo Partidário
02/01/2026 11h22
Ano de 2026 marca implementação da reforma tributária