CPI entrega representação contra Eurico Miranda a Brindeiro
Da Redação | 08/06/2001, 00h00
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol já encontrou elementos que enquadram o presidente do Vasco e deputado federal Eurico Miranda (PPB-RJ) em crimes contra a ordem tributária, apropriação indébita, falsidade ideológica e crimes eleitorais. Representação que demonstra, entre outras irregularidades, que Eurico usou "laranjas" para movimentar recursos do Vasco, já foi encaminhada pelo relator, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), e pelo presidente da CPI, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro.
Por meio do cruzamento de informações bancárias, a CPI descobriu que o funcionário do Vasco Aremithas José de Lima teria movimentado, de 1996 a 2000, R$ 13,5 milhões em sua conta bancária. Porém, afirma a documentação encaminhada a Brindeiro, o funcionário tem "perfil de um cidadão integrante de classe de renda média-baixa", que declara como única renda o salário que recebe do Vasco.
A CPI acredita que os recursos da conta de Aremithas sejam originalmente da Vasco da Gama Licenciamentos (VGL), empresa criada para gerenciar a parceria entre o clube e o Nations Bank/Bank of America, e do próprio Vasco. Os dados encontrados pela CPI demonstram que cheques de grandes valores assinados por Aremithas foram usados para saldar compromissos do Vasco, como pagamentos a jogadores e funcionários do clube, e até para a campanha eleitoral de Eurico Miranda.
Em depoimento à CPI na semana passada, o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Viana, revelou que nos últimos anos o Vasco da Gama freqüentemente pedia à federação que depositasse créditos referentes a contratos com emissoras de televisão na conta de Aremithas e de outros funcionários do Vasco sobre os quais também pairam suspeitas de terem sido utilizados como "laranjas".
Já existem duas denúncias contra o deputado em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), que pediu licença à Câmara dos Deputados para processá-lo. Em um dos processos, Eurico é acusado por ofensas ao governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. No segundo, o deputado foi denunciado em processo que apura sua responsabilidade no desmoronamento do alambrado do estádio do Vasco, São Januário, na final da Copa João Havelange, em dezembro de 2000, que deixou dezenas de torcedores feridos.
Por meio do cruzamento de informações bancárias, a CPI descobriu que o funcionário do Vasco Aremithas José de Lima teria movimentado, de 1996 a 2000, R$ 13,5 milhões em sua conta bancária. Porém, afirma a documentação encaminhada a Brindeiro, o funcionário tem "perfil de um cidadão integrante de classe de renda média-baixa", que declara como única renda o salário que recebe do Vasco.
A CPI acredita que os recursos da conta de Aremithas sejam originalmente da Vasco da Gama Licenciamentos (VGL), empresa criada para gerenciar a parceria entre o clube e o Nations Bank/Bank of America, e do próprio Vasco. Os dados encontrados pela CPI demonstram que cheques de grandes valores assinados por Aremithas foram usados para saldar compromissos do Vasco, como pagamentos a jogadores e funcionários do clube, e até para a campanha eleitoral de Eurico Miranda.
Em depoimento à CPI na semana passada, o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Viana, revelou que nos últimos anos o Vasco da Gama freqüentemente pedia à federação que depositasse créditos referentes a contratos com emissoras de televisão na conta de Aremithas e de outros funcionários do Vasco sobre os quais também pairam suspeitas de terem sido utilizados como "laranjas".
Já existem duas denúncias contra o deputado em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), que pediu licença à Câmara dos Deputados para processá-lo. Em um dos processos, Eurico é acusado por ofensas ao governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. No segundo, o deputado foi denunciado em processo que apura sua responsabilidade no desmoronamento do alambrado do estádio do Vasco, São Januário, na final da Copa João Havelange, em dezembro de 2000, que deixou dezenas de torcedores feridos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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