Ex-presidentes do Flu denunciam cheques sem fundo na gestão Álvaro Barcellos
Da Redação | 28/03/2001, 00h00
Os ex-presidentes do Fluminense Futebol Clube Manoel Schwartz e José Pereira Antelo denunciaram à CPI do Futebol que o também ex-presidente Álvaro Barcelos recebeu antecipadamente cotas a que o clube tinha direito junto ao Clube dos 13 para pagamento de salários, mas pagou os jogadores profissionais com 32 cheques sem fundo. Álvaro Barcelos presidiu o Fluminense de janeiro de 1997 a agosto de 1998, quando renunciou devido a escândalo interno no clube.
- O dinheiro entrou na contabilidade do clube, mas os salários continuaram atrasados, porque os cheques não tinham fundos - disse Schwartz, presidente do Fluminense de 1984 a 1986. A crise financeira e administrativa do clube no período o levou à terceira divisão do futebol brasileiro. Schwartz fez um histórico dos desmandos administrativos que levaram à derrocada do futebol do Fluminense.
Segundo o ex-presidente, a situação do clube, a partir dos anos 90, sempre foi difícil, como a de todos os clubes brasileiros. Mas quando assumiu a direção da agremiação o ex-presidente Arnaldo Santiago, os problemas chegaram a um ponto insustentável. Arnaldo, ex-jogador de basquete do Flu, médico traumato-ortopedista com sua própria clínica, não tinha tempo para dedicar-se à administração do clube.
O resultado, segundo Manoel Schwartz, é que ele abandonou o clube à mercê de pessoas sem a mínima condição para a tarefa. Quando seu mandato se encerrou, assumiu Gil Carneiro de Mendonça, que não resistiu à crise e renunciou meses depois. Gil foi substituído por Álvaro Barcelos, que assumiu em janeiro de 1997 e renunciou em agosto do ano seguinte, em meio à crise financeira que se agravou e ao escândalo da antecipação de cotas e dos cheques sem fundo.
- Hoje, o Fluminense é o único clube do Rio com os salários de atletas e funcionários absolutamente em dia e com as dívidas com a União (INSS, impostos e tributos) completamente renegociados dentro do Refis e absolutamente em dia - garantiu o ex-presidente do clube.
O também ex-presidente José Pereira Antelo denunciou que um ex-vice-presidente de futebol, Alcides Antunes, conseguiu que o clube reconhecesse uma dívida de R$ 314 mil com ele em dezembro de 1996, último mês da gestão do presidente Arnaldo Santiago. A dívida seria paga em oito parcelas iguais e mensais, reajustadas em dólar. Oito meses depois, o clube recebeu uma cobrança judicial de R$ 2,5 milhões. "Em pleno vigor do Plano Real, com a paridade do real com o dólar, a dívida passou de R$ 314 mil para R$ 2,5 milhões", narrou Antelo. O clube até hoje questiona na Justiça o débito.
- O dinheiro entrou na contabilidade do clube, mas os salários continuaram atrasados, porque os cheques não tinham fundos - disse Schwartz, presidente do Fluminense de 1984 a 1986. A crise financeira e administrativa do clube no período o levou à terceira divisão do futebol brasileiro. Schwartz fez um histórico dos desmandos administrativos que levaram à derrocada do futebol do Fluminense.
Segundo o ex-presidente, a situação do clube, a partir dos anos 90, sempre foi difícil, como a de todos os clubes brasileiros. Mas quando assumiu a direção da agremiação o ex-presidente Arnaldo Santiago, os problemas chegaram a um ponto insustentável. Arnaldo, ex-jogador de basquete do Flu, médico traumato-ortopedista com sua própria clínica, não tinha tempo para dedicar-se à administração do clube.
O resultado, segundo Manoel Schwartz, é que ele abandonou o clube à mercê de pessoas sem a mínima condição para a tarefa. Quando seu mandato se encerrou, assumiu Gil Carneiro de Mendonça, que não resistiu à crise e renunciou meses depois. Gil foi substituído por Álvaro Barcelos, que assumiu em janeiro de 1997 e renunciou em agosto do ano seguinte, em meio à crise financeira que se agravou e ao escândalo da antecipação de cotas e dos cheques sem fundo.
- Hoje, o Fluminense é o único clube do Rio com os salários de atletas e funcionários absolutamente em dia e com as dívidas com a União (INSS, impostos e tributos) completamente renegociados dentro do Refis e absolutamente em dia - garantiu o ex-presidente do clube.
O também ex-presidente José Pereira Antelo denunciou que um ex-vice-presidente de futebol, Alcides Antunes, conseguiu que o clube reconhecesse uma dívida de R$ 314 mil com ele em dezembro de 1996, último mês da gestão do presidente Arnaldo Santiago. A dívida seria paga em oito parcelas iguais e mensais, reajustadas em dólar. Oito meses depois, o clube recebeu uma cobrança judicial de R$ 2,5 milhões. "Em pleno vigor do Plano Real, com a paridade do real com o dólar, a dívida passou de R$ 314 mil para R$ 2,5 milhões", narrou Antelo. O clube até hoje questiona na Justiça o débito.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE:
Primeira página
Últimas
02/01/2026 12h46
Plenário vai avaliar redução da jornada de trabalho, aprovada na CCJ
02/01/2026 11h52
Sancionada LDO de 2026, com veto a reajuste do Fundo Partidário
02/01/2026 11h22
Ano de 2026 marca implementação da reforma tributária