Marina Silva afirma que mulher não quer ser igual ao homem

Da Redação | 14/03/2001, 00h00

Ao discursar na sessão solene em homenagem à mulher, a senadora Marina Silva (PT-AC) afirmou que as mulheres não querem ser iguais aos homens, porque celebram as diferenças. Com respeito mútuo às suas diferenças, ressaltou a senadora, homens e mulheres ficarão mais ricos, por meio das trocas de experiência e de características. "Os iguais não conseguem somar, ficam presos em seu narcisismo", disse.

Marina Silva enfatizou que o papel da mulher, através dos milênios, foi atrofiado não somente na política e na economia, mas também nas ciências e nas artes.

- Agora, estamos recebendo uma ajuda para celebrar o nosso progresso, depois de milênios em que ficamos para trás, como incompetentes e cidadãs sem categoria. Finalmente, estamos colocando a cabecinha para fora - disse.

A senadora ressaltou a capacidade da mulher de mostrar sua competência para completar a raça humana. Sua melhor diferença dos homens é dignificar, com mais ênfase, valores como respeito à ecologia, aos fracos e miseráveis, trabalhando pela inclusão planetária de todos os seus habitantes, explicou.

Ela citou uma música do grupo Titãs, dedicada aos jovens que não querem "só comida", mas "diversão e arte", dizendo que as mulheres também querem abarcar a vida inteira, em toda a parte, trabalhando para conquistar respeito e combatendo a violência crescente contra as crianças, os pobres e as próprias mulheres.

Para Marina Silva, nunca a sociedade brasileira precisou de tanto compromisso com a ética e a moralidade pública para superar seus problemas, avançando na construção do país.

- É nesse terreno que estamos sendo chamadas a atuar, agora que estamos conseguindo convencer a todos sobre nossa competência - concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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