CPI do Futebol analisa evasão de renda nos estádios do Rio de Janeiro
Da Redação | 07/03/2001, 00h00
Venda de ingressos falsos, desvio de ingressos de autoridades para pessoas sem credenciais, doação de carteiras de beneméritos e furto de ingressos foram os principais mecanismos de evasão de renda dos estádios do Rio de Janeiro, especialmente no Maracanã, resumiu o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol, senador Geraldo Althoff (PFL-SC). As informações foram dadas em reunião da CPI nesta quarta-feira (dia 07) pelo ex-deputado estadual José Francisco Veloso, que foi presidente da CPI da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro criada em 1994 para investigar a evasão de renda nos estádios de futebol do estado. "A sonegação da renda dos estádios leva à sonegação fiscal e tributária", disse Althoff.
De acordo com José Francisco Veloso, o roubo era generalizado na época da CPI estadual, e as irregularidades eram cometidas por autoridades e funcionários da Suderj e da Federação de Futebol. "Todo mundo roubava", disse. Veloso afirmou que, depois que Francisco de Carvalho assumiu a Suderj e a Secretaria Estadual de Esportes do Rio, a corrupção praticamente acabou no Maracanã. Por outro lado, disse ter conhecimento de que nos estádios do interior continua a haver evasão de renda, por falta de controle mais efetivo. O deputado recebeu diversas denúncias na época das investigações, mas a maioria não foi confirmada oficialmente nos depoimentos à CPI. José Francisco Veloso foi ameaçado diversas vezes no decorrer dos trabalhos de apuração.
O ex-deputado denunciou vários flagrantes de evasão fiscal nos estádios fluminenses. Entre eles, disse ter visto várias vezes ambulâncias da Golden Cross entrarem no Maracanã levando, em cada uma das ocasiões, aproximadamente dez pessoas que não tinham participação no serviço oferecido pela empresa de assistência à saúde. Segundo ele, não havia contrato de prestação de serviço entre a empresa e a Suderj. Veloso disse ter presenciado também o ex-diretor do Flamengo, e atual advogado do clube, Michel Assef, permitir o acesso de várias pessoas em jogos Flamengo x Fluminense no Maracanã sem os respectivos ingressos.
O presidente da CPI do Futebol, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), confirmou a reunião da CPI nesta quinta-feira (dia 8), às 10h, para ouvir o depoimento do funcionário do departamento de futebol do Vasco da Gama Aremithas José de Lima, que recebeu em sua conta pessoal, segundo o senador Geraldo Althoff, depósitos no valor total de R$ 2,03 milhões feitos por parte da Vasco Licenciamentos. O ex-presidente do Vasco da Gama Antonio Soares Calçada dará depoimento à CPI do Futebol na próxima terça-feira (dia 13), após a Ordem do Dia. Na outra quinta-feira (dia 15), serão ouvidos o ex-diretor do Flamengo Paulo César Ferreira e o contador do Clube, Roberto Abranches.
De acordo com José Francisco Veloso, o roubo era generalizado na época da CPI estadual, e as irregularidades eram cometidas por autoridades e funcionários da Suderj e da Federação de Futebol. "Todo mundo roubava", disse. Veloso afirmou que, depois que Francisco de Carvalho assumiu a Suderj e a Secretaria Estadual de Esportes do Rio, a corrupção praticamente acabou no Maracanã. Por outro lado, disse ter conhecimento de que nos estádios do interior continua a haver evasão de renda, por falta de controle mais efetivo. O deputado recebeu diversas denúncias na época das investigações, mas a maioria não foi confirmada oficialmente nos depoimentos à CPI. José Francisco Veloso foi ameaçado diversas vezes no decorrer dos trabalhos de apuração.
O ex-deputado denunciou vários flagrantes de evasão fiscal nos estádios fluminenses. Entre eles, disse ter visto várias vezes ambulâncias da Golden Cross entrarem no Maracanã levando, em cada uma das ocasiões, aproximadamente dez pessoas que não tinham participação no serviço oferecido pela empresa de assistência à saúde. Segundo ele, não havia contrato de prestação de serviço entre a empresa e a Suderj. Veloso disse ter presenciado também o ex-diretor do Flamengo, e atual advogado do clube, Michel Assef, permitir o acesso de várias pessoas em jogos Flamengo x Fluminense no Maracanã sem os respectivos ingressos.
O presidente da CPI do Futebol, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), confirmou a reunião da CPI nesta quinta-feira (dia 8), às 10h, para ouvir o depoimento do funcionário do departamento de futebol do Vasco da Gama Aremithas José de Lima, que recebeu em sua conta pessoal, segundo o senador Geraldo Althoff, depósitos no valor total de R$ 2,03 milhões feitos por parte da Vasco Licenciamentos. O ex-presidente do Vasco da Gama Antonio Soares Calçada dará depoimento à CPI do Futebol na próxima terça-feira (dia 13), após a Ordem do Dia. Na outra quinta-feira (dia 15), serão ouvidos o ex-diretor do Flamengo Paulo César Ferreira e o contador do Clube, Roberto Abranches.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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