Depoente diz que Conselho Fiscal do Vasco desconhecia documentos sobre venda de jogadores
Da Redação | 21/02/2001, 00h00
O ex-conselheiro fiscal do Clube de Regatas Vasco da Gama, Hércules Figueiredo Santana, disse, em depoimento à CPI do Futebol nesta quarta-feira (dia 21), que o Conselho Fiscal do clube nunca teve acesso a documentos relativos a venda de jogadores, renda de jogos e aplicações financeiras. Ele afirmou também que o Conselho, que integrou entre 1998 e 2000, jamais examinou o contrato de parceria entre o clube e a empresa Vasco da Gama Licenciamentos S/A, que tinha como interveniente o Banco Liberal.
Na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no futebol brasileiro, Santana informou ser ele o representante da minoria no Conselho Fiscal do Vasco da Gama, composto ainda por dois indicados pela direção do clube. Segundo o depoente, por reiteradas vezes os integrantes do conselho pediram apresentação do contrato para ser analisado. A diretoria administrativa do clube, no entanto, nunca apresentou tal documento, assim como nunca forneceu os extratos bancários das contas correntes do clube, suas aplicações financeiras ou papéis referentes à liberação e aquisição de passes de atletas profissionais de futebol.
Santana, um engenheiro civil de 51 anos que trabalha no metrô do Rio, também afirmou que o Conselho jamais avaliou os borderôs dos jogos - que trazem informações sobre a renda e público pagante - ou recibos comprobatórios de pagamentos de luvas de atletas. Disse também que nunca foram mostrados outros contratos, como o da reforma que ampliou o complexo esportivo de São Januário.
Hércules Santana confirmou ao relator da CPI, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), que efetivamente o ex-presidente do Vasco, Antonio Soares Calçada, pagou com um cheque do clube uma dívida judicial de R$ 37,11 mil. Disse ainda que não conseguiu identificar, no balanço fiscal do clube, o ingresso dos US$ 8 milhões auferidos com a venda do jogador Edmundo ao clube italiano Fiorentina. Comentou que o jogador foi vendido por US$ 8 milhões - quando a cotação do dólar era de R$ 1,15 - e o recomprou do mesmo clube por US$ 15 milhões, com a cotação da moeda norte-americana já em R$1,70.
Na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no futebol brasileiro, Santana informou ser ele o representante da minoria no Conselho Fiscal do Vasco da Gama, composto ainda por dois indicados pela direção do clube. Segundo o depoente, por reiteradas vezes os integrantes do conselho pediram apresentação do contrato para ser analisado. A diretoria administrativa do clube, no entanto, nunca apresentou tal documento, assim como nunca forneceu os extratos bancários das contas correntes do clube, suas aplicações financeiras ou papéis referentes à liberação e aquisição de passes de atletas profissionais de futebol.
Santana, um engenheiro civil de 51 anos que trabalha no metrô do Rio, também afirmou que o Conselho jamais avaliou os borderôs dos jogos - que trazem informações sobre a renda e público pagante - ou recibos comprobatórios de pagamentos de luvas de atletas. Disse também que nunca foram mostrados outros contratos, como o da reforma que ampliou o complexo esportivo de São Januário.
Hércules Santana confirmou ao relator da CPI, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), que efetivamente o ex-presidente do Vasco, Antonio Soares Calçada, pagou com um cheque do clube uma dívida judicial de R$ 37,11 mil. Disse ainda que não conseguiu identificar, no balanço fiscal do clube, o ingresso dos US$ 8 milhões auferidos com a venda do jogador Edmundo ao clube italiano Fiorentina. Comentou que o jogador foi vendido por US$ 8 milhões - quando a cotação do dólar era de R$ 1,15 - e o recomprou do mesmo clube por US$ 15 milhões, com a cotação da moeda norte-americana já em R$1,70.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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