ESTEVÃO DIZ QUE SUA VIDA SERÁ DESTRUÍDA PELA DECISÃO DO SENADO
Da Redação | 28/06/2000, 00h00
Em sua defesa, que durou cerca de uma hora, o ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF) apelou a argumentos emocionais para sensibilizar os senadores que, em poucas horas, decidiram pela perda de seu mandato. De acordo com informações apuradas pela Agência Senado ao fim da sessão, Estevão disse que a cassação teria a força de "destruir" a sua vida pública, familiar e sua reputação. O então senador apresentou transparências, contendo trechos dos pareceres do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), além de cópias de documentos, que, na sua opinião, comprovariam que ele não teria participado das obras superfaturadas do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) paulista.
Ao contrário da postura adotada no Conselho de Ética e na CCJ, Estevão dispensou a defesa de seus advogados, Felipe Amodeo e Rogério Marcolini. Ele tentou minimizar o impacto do bilhete do empresário paulista Fábio Monteiro de Barros, dono da Incal incorporações, responsável pela obra do TRT, destinado a ele e publicado na imprensa no último final de semana. Segundo Estevão, o bilhete sequer chegou às suas mãos e o teor da mensagem apenas representa um pedido de empréstimo normal feito por um empresário em dificuldades a outro.
Além de abalar os seus negócios, Estevão afirmou que a perda do mandato impede que ele dê prosseguimento aos planos de continuar defendendo seus 460 mil eleitores (votação que obteve nas eleições de 1998). Ele repetiu o que já havia afirmado na CCJ, de que a política era a luz que guiava sua vida. A mensagem de Estevão era dirigida a trecho da fala do relator no Conselho de Ética, senador Jefferson Péres (PDT-AM), segundo a qual, o senador que perde o mandato pode voltar "ao seio de seu lar".
Estevão abordou outros três pontos em sua defesa. Ele rebateu as acusações de que teria feito lobby para liberação de verbas para a obra do TRT paulista junto à Comissão de Orçamento do Congresso ou junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Estevão negou também que teria pressionado ou ameaçado funcionários e assessores da CPI do Judiciário e voltou a contestar que tenha dado versões contraditórios sobre suas relações com Monteiro de Barros.
Ele ainda buscou demonstrar que todos os fatos a que se referiram a CPI do Judiciário e o Conselho de Ética são anteriores ao exercício do mandato parlamentar. Até então, disse, o decoro por ele utilizado Estevão era próprio de um empresário.
Ao contrário da postura adotada no Conselho de Ética e na CCJ, Estevão dispensou a defesa de seus advogados, Felipe Amodeo e Rogério Marcolini. Ele tentou minimizar o impacto do bilhete do empresário paulista Fábio Monteiro de Barros, dono da Incal incorporações, responsável pela obra do TRT, destinado a ele e publicado na imprensa no último final de semana. Segundo Estevão, o bilhete sequer chegou às suas mãos e o teor da mensagem apenas representa um pedido de empréstimo normal feito por um empresário em dificuldades a outro.
Além de abalar os seus negócios, Estevão afirmou que a perda do mandato impede que ele dê prosseguimento aos planos de continuar defendendo seus 460 mil eleitores (votação que obteve nas eleições de 1998). Ele repetiu o que já havia afirmado na CCJ, de que a política era a luz que guiava sua vida. A mensagem de Estevão era dirigida a trecho da fala do relator no Conselho de Ética, senador Jefferson Péres (PDT-AM), segundo a qual, o senador que perde o mandato pode voltar "ao seio de seu lar".
Estevão abordou outros três pontos em sua defesa. Ele rebateu as acusações de que teria feito lobby para liberação de verbas para a obra do TRT paulista junto à Comissão de Orçamento do Congresso ou junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Estevão negou também que teria pressionado ou ameaçado funcionários e assessores da CPI do Judiciário e voltou a contestar que tenha dado versões contraditórios sobre suas relações com Monteiro de Barros.
Ele ainda buscou demonstrar que todos os fatos a que se referiram a CPI do Judiciário e o Conselho de Ética são anteriores ao exercício do mandato parlamentar. Até então, disse, o decoro por ele utilizado Estevão era próprio de um empresário.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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