REQUIÃO: GOVERNO APÓIA DITADURAS E FARSAS ELEITORAIS
Da Redação | 14/06/2000, 00h00
A prisão do general paraguaio Lino César Oviedo pela Polícia Federal, no último domingo, em Foz do Iguaçu (PR), foi criticada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR). Efetuada a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão de Oviedo, na opinião do senador, é mais um gesto de apoio do Brasil e do presidente Fernando Henrique a "ditaduras e farsas eleitorais".Oviedo, lembrou Requião, foi julgado por um tribunal militar criado pelo ex-presidente Juan Carlos Wasmosy com o fim de tornar o general inelegível. Condenado, foi preso e depois indultado pelo presidente Raul Cubas. O indulto foi cassado pela Corte Suprema por força de uma manobra dos opositores de Oviedo, conforme Requião. O senador lembrou que esses episódios se seguiram à absolvição do general pela Justiça do Paraguai.- Oviedo nada deve à Justiça. Foi inocentado em segunda instância e a absolvição foi transitada em julgado. O recurso é irrecorrível - disse Requião.O senador acredita que o general paraguaio está sendo perseguido porque é contra a adesão do país à Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), projeto liderado pelos Estados Unidos. Para o senador, a Alca significará o fim das economias latino-americanas, já que estas não conseguiriam competir com a norte-americana.- Recentemente, o presidente Bill Clinton passou um pito memorável nos brasileiros, dizendo que estávamos atrasando a instalação da Alca. Ora, o que é a Alca? É o último passo da colonização - disse Requião. Ele observou que as Tarifas Externas Comuns (TECs) estabelecidas nos acordos do Mercosul permitiram o crescimento do comércio do Brasil com a Argentina, mas essas tarifas não garantiriam poder de barganha em relação aos Estados Unidos.Requião também criticou o governo por impedir censura da Organização dos Estados Americanos (OEA) ao "escândalo eleitoral" do Peru. O senador se referiu ao ato do congresso peruano nomeando Alberto Fujimori para a Presidência da República, reservando a eleição direta apenas para o vice-presidente.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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