SENADORES CELEBRAM CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Da Redação | 23/05/2000, 00h00
O plenário do Senado celebra nesta quarta-feira (dia 24) o centenário da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), organização vinculada ao Ministério da Saúde que desenvolve atividades de pesquisa básica e aplicada, ensino, assistência hospitalar de referência, formulação de estratégias de saúde pública e produção de vacinas e medicamentos. O requerimento para a realização da homenagem teve como primeiros signatários os senadores Carlos Patrocínio (PFL-TO) e Lúcio Alcântara (PSDB-CE).
O Instituto Soroterápico Federal - nome original da fundação - foi criado a 25 de maio de 1900 com o objetivo de enfrentar um surto de peste bubônica que já havia alcançado o porto de Santos (SP) e ameaçava espalhar-se pelo Rio de Janeiro. O jovem médico Oswaldo Gonçalves Cruz, que voltava ao Brasil depois de se especializar em bacteriologia pelo Instituto Pasteur, de Paris, engajou-se no combate à doença e tornou-se diretor técnico do novo instituto, que oito anos depois passaria a levar o seu nome.
A primeira missão do instituto foi a criação de um soro contra a peste. A partir de 1902, quando Oswaldo Cruz tornou-se diretor-geral da entidade, começaram a ser desenvolvidas atividades de pesquisa básica e aplicada e de formação de recursos humanos. No ano seguinte, já como diretor-geral de Saúde Pública, Cruz fez de Manguinhos - nome da antiga fazenda onde foi construída a sede do instituto - a base para suas campanhas de saneamento.
O primeiro alvo foi a febre amarela, responsável pela morte de quatro mil imigrantes, no Rio, entre 1897 e 1906. Os métodos utilizados foram duros. Os proprietários de imóveis insalubres eram multados ou obrigados a demoli-los ou reformá-los. Brigadas mata-mosquitos percorriam a cidade e exigiam providências para proteção de caixas d"água. Uma recente descoberta apontava o inseto aedes aegypti como transmissor da doença, mas a desconfiança de médicos da época e a resistência de boa parte da população motivaram críticas diárias na imprensa a Cruz. Mesmo assim, a febre amarela estaria erradicada no Rio em 1907.
A oposição ao sanitarista atingiu seu ponto mais alto em 1904, quando eclodiu a Revolta da Vacina, marcada por choques com a polícia, quebra-quebras e tiroteios. Tudo por causa de um projeto enviado pelo governo ao Congresso tornando obrigatória a vacina contra a varíola. A obrigatoriedade foi suspensa, mas em 1908 uma violenta epidemia de varíola levou a população a buscar em massa os postos de vacinação.
A partir de 1909, quando deixou a diretoria geral da Saúde Pública e passou a dedicar-se integralmente a Manguinhos, Cruz lançou expedições científicas que conseguiram erradicar a febre amarela no Pará e promover o saneamento de regiões da Amazônia. O sanitarista morreu em 1917, de insuficiência renal.
O Instituto Soroterápico Federal - nome original da fundação - foi criado a 25 de maio de 1900 com o objetivo de enfrentar um surto de peste bubônica que já havia alcançado o porto de Santos (SP) e ameaçava espalhar-se pelo Rio de Janeiro. O jovem médico Oswaldo Gonçalves Cruz, que voltava ao Brasil depois de se especializar em bacteriologia pelo Instituto Pasteur, de Paris, engajou-se no combate à doença e tornou-se diretor técnico do novo instituto, que oito anos depois passaria a levar o seu nome.
A primeira missão do instituto foi a criação de um soro contra a peste. A partir de 1902, quando Oswaldo Cruz tornou-se diretor-geral da entidade, começaram a ser desenvolvidas atividades de pesquisa básica e aplicada e de formação de recursos humanos. No ano seguinte, já como diretor-geral de Saúde Pública, Cruz fez de Manguinhos - nome da antiga fazenda onde foi construída a sede do instituto - a base para suas campanhas de saneamento.
O primeiro alvo foi a febre amarela, responsável pela morte de quatro mil imigrantes, no Rio, entre 1897 e 1906. Os métodos utilizados foram duros. Os proprietários de imóveis insalubres eram multados ou obrigados a demoli-los ou reformá-los. Brigadas mata-mosquitos percorriam a cidade e exigiam providências para proteção de caixas d"água. Uma recente descoberta apontava o inseto aedes aegypti como transmissor da doença, mas a desconfiança de médicos da época e a resistência de boa parte da população motivaram críticas diárias na imprensa a Cruz. Mesmo assim, a febre amarela estaria erradicada no Rio em 1907.
A oposição ao sanitarista atingiu seu ponto mais alto em 1904, quando eclodiu a Revolta da Vacina, marcada por choques com a polícia, quebra-quebras e tiroteios. Tudo por causa de um projeto enviado pelo governo ao Congresso tornando obrigatória a vacina contra a varíola. A obrigatoriedade foi suspensa, mas em 1908 uma violenta epidemia de varíola levou a população a buscar em massa os postos de vacinação.
A partir de 1909, quando deixou a diretoria geral da Saúde Pública e passou a dedicar-se integralmente a Manguinhos, Cruz lançou expedições científicas que conseguiram erradicar a febre amarela no Pará e promover o saneamento de regiões da Amazônia. O sanitarista morreu em 1917, de insuficiência renal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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