REQUIÃO DIZ QUE PITTA É BODE EXPIATÓRIO E NÃO FAZ PERGUNTAS AO PREFEITO
Da Redação | 22/03/2000, 00h00
Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou emissões irregulares de títulos públicos para o pagamento de precatórios, o senador Roberto Requião (PMDB-SC) não quis fazer perguntas ao prefeito de São Paulo, Celso Pitta, na audiência pública destinada a discutir o refinanciamento da dívida da capital paulista com a União.
O parlamentar disse que não seria ele quem transformaria Pitta em um bode expiatório "diante da irresponsabilidade total do governo federal" com a indicação de Tereza Grossi para a diretoria de Fiscalização do Banco Central. Requião afirmou que a diretora "deu um prejuízo centenas de vezes maior que os títulos (emitidos irregularmente) de São Paulo".
Requião disse que a culpa efetiva de Pitta na emissão dos títulos fora demonstrada "com clareza" em seu relatório na CPI, do qual não retirava "uma vírgula". Para ele, o refinanciamento da dívida do município de São Paulo "é tão irregular quanto os refinanciamentos das dívidas do Paraná e de Pernambuco (já aprovadas no Senado) e tão imoral quanto a carta do presidente da República pedindo a aprovação do nome de Grossi", que qualificou de desonesta.
- Votarei contra, mas não vejo condições éticas e morais para o Senado recusar o refinanciamento da dívida de São Paulo - disse Requião, para quem o Senado está "completamente desmoralizado". Ele propôs que os 22 senadores que votaram na CAE a favor de Grossi aprovem a rolagem da dívida de São Paulo por 30 anos, por considerar que a rolagem por dez anos inviabiliza as finanças da Prefeitura paulistana.
Requião leu o versículo 16 do livro dos Levíticos, da Bíblia Sagrada, que conta a preparação do bode para expiar os pecados. Lamentou que a televisão brasileira exponha as denúncias formuladas contra Pitta por sua ex-mulher, Nicéia Camargo, "de maneira violenta", sem se lembrar da participação, na emissão dos precatórios irregulares, "de bancões como o Bradesco e o Banespa".
Manifestando-se surpreso, o prefeito agradeceu a intervenção de Requião, ressalvando apenas que, em sua opinião, todos os títulos para pagamento de precatórios da Prefeitura foram emitidos regularmente.
O parlamentar disse que não seria ele quem transformaria Pitta em um bode expiatório "diante da irresponsabilidade total do governo federal" com a indicação de Tereza Grossi para a diretoria de Fiscalização do Banco Central. Requião afirmou que a diretora "deu um prejuízo centenas de vezes maior que os títulos (emitidos irregularmente) de São Paulo".
Requião disse que a culpa efetiva de Pitta na emissão dos títulos fora demonstrada "com clareza" em seu relatório na CPI, do qual não retirava "uma vírgula". Para ele, o refinanciamento da dívida do município de São Paulo "é tão irregular quanto os refinanciamentos das dívidas do Paraná e de Pernambuco (já aprovadas no Senado) e tão imoral quanto a carta do presidente da República pedindo a aprovação do nome de Grossi", que qualificou de desonesta.
- Votarei contra, mas não vejo condições éticas e morais para o Senado recusar o refinanciamento da dívida de São Paulo - disse Requião, para quem o Senado está "completamente desmoralizado". Ele propôs que os 22 senadores que votaram na CAE a favor de Grossi aprovem a rolagem da dívida de São Paulo por 30 anos, por considerar que a rolagem por dez anos inviabiliza as finanças da Prefeitura paulistana.
Requião leu o versículo 16 do livro dos Levíticos, da Bíblia Sagrada, que conta a preparação do bode para expiar os pecados. Lamentou que a televisão brasileira exponha as denúncias formuladas contra Pitta por sua ex-mulher, Nicéia Camargo, "de maneira violenta", sem se lembrar da participação, na emissão dos precatórios irregulares, "de bancões como o Bradesco e o Banespa".
Manifestando-se surpreso, o prefeito agradeceu a intervenção de Requião, ressalvando apenas que, em sua opinião, todos os títulos para pagamento de precatórios da Prefeitura foram emitidos regularmente.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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