JOSÉ JORGE APONTA SOLUÇÕES PARA A CRISE DA ZONA DA MATA
Da Redação | 06/12/1999, 00h00
O senador José Jorge (PFL-PE) alertou, nesta segunda-feira (dia 6), para os graves problemas da Zona da Mata nordestina, lembrando que 15 milhões de pessoas, em seis estados, estão sendo prejudicadas pela crise conjuntural que atinge as atividades agro-industriais canavieiras, face à perda de competividade em relação à produção nas regiões Centro e Sul do país.
Para José Jorge, a solução dos problemas da Zona da Mata nordestina, em especial a de Pernambuco, é complexa e pressupõe ações no campo e nas cidades, racionalizando a lavoura e a indústria da cana de açúcar e diversificando as atividades econômicas. Também é necessário, segundo o senador, aproveitar oportunidades de investimentos nos setores urbanos e ações públicas na pesquisa tecnológica, capacitação da mão-de-obra, saneamento básico e saúde.
Em relação à crise do setor canavieiro, José Jorge alertou para medidas emergenciais que podem minorar o desemprego que já atinge parte significativa dos 350 mil trabalhadores do setor. Entre as medidas, citou a ampliação do programa bolsa-escola, e abertura de uma linha de financiamento do Banco do Nordeste, no âmbito do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), para plantio de cana-de-açúcar e obras de irrigação, com custos similares aos da região semi-árida.
O senador por Pernambuco listou mais de 30 atividades agro-pastoris que podem ser desenvolvidas na região, ressaltando que algumas já obtiveram sucesso, como o bambu, o dendê, a bubalinocultura, a bovinocultura do leite, a engorda confinada de bovinos, a cultura da seringueira, a piscicultura, a cultura de frutas como abacaxi, maracujá, laranja, limão e melão, e a floricultura".
Em nível de pesquisa, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) já identificou atividades potencialmente viáveis como sericicultura (bicho da seda) caprinocultura, ovinocultura e culturas de caju, pimenta do reino, café robusta, tâmara, macadâmia e urucum, disse José Jorge.
Ao finalizar seu pronunciamento, José Jorge disse que o êxito dessas atividades econômicas dependerá de providências do setor público. "Serão necessários programas de assistência técnica ao produtor, criação de linhas de crédito, estímulo à formação de um mercado de terras, similar às imobiliárias urbanas, para facilitar o desmembramento de grandes fazendas pouco produtivas em unidades rurais de tamanho compatível com as novas atividades".
Em aparte, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) aplaudiu o discurso do senador pernambucano, por seu diagnóstico dos problemas e apresentação de idéias e soluções. "O Senado deveria enviá-lo ao presidente Fernando Henrique Cardoso, ao ministro Pedro Malan e aos governadores da região".
Para José Jorge, a solução dos problemas da Zona da Mata nordestina, em especial a de Pernambuco, é complexa e pressupõe ações no campo e nas cidades, racionalizando a lavoura e a indústria da cana de açúcar e diversificando as atividades econômicas. Também é necessário, segundo o senador, aproveitar oportunidades de investimentos nos setores urbanos e ações públicas na pesquisa tecnológica, capacitação da mão-de-obra, saneamento básico e saúde.
Em relação à crise do setor canavieiro, José Jorge alertou para medidas emergenciais que podem minorar o desemprego que já atinge parte significativa dos 350 mil trabalhadores do setor. Entre as medidas, citou a ampliação do programa bolsa-escola, e abertura de uma linha de financiamento do Banco do Nordeste, no âmbito do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), para plantio de cana-de-açúcar e obras de irrigação, com custos similares aos da região semi-árida.
O senador por Pernambuco listou mais de 30 atividades agro-pastoris que podem ser desenvolvidas na região, ressaltando que algumas já obtiveram sucesso, como o bambu, o dendê, a bubalinocultura, a bovinocultura do leite, a engorda confinada de bovinos, a cultura da seringueira, a piscicultura, a cultura de frutas como abacaxi, maracujá, laranja, limão e melão, e a floricultura".
Em nível de pesquisa, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) já identificou atividades potencialmente viáveis como sericicultura (bicho da seda) caprinocultura, ovinocultura e culturas de caju, pimenta do reino, café robusta, tâmara, macadâmia e urucum, disse José Jorge.
Ao finalizar seu pronunciamento, José Jorge disse que o êxito dessas atividades econômicas dependerá de providências do setor público. "Serão necessários programas de assistência técnica ao produtor, criação de linhas de crédito, estímulo à formação de um mercado de terras, similar às imobiliárias urbanas, para facilitar o desmembramento de grandes fazendas pouco produtivas em unidades rurais de tamanho compatível com as novas atividades".
Em aparte, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) aplaudiu o discurso do senador pernambucano, por seu diagnóstico dos problemas e apresentação de idéias e soluções. "O Senado deveria enviá-lo ao presidente Fernando Henrique Cardoso, ao ministro Pedro Malan e aos governadores da região".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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