EXTINÇÃO DOS BINGOS VOLTA A SER DEBATIDA NA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO
Da Redação | 30/11/1999, 00h00
A extinção dos bingos em todo o país foi tema da reunião da Comissão de Educação do Senado. A senadora Emilia Fernandes (PDT-RS) propôs um amplo debate destinado a saber se a sociedade deseja mesmo acabar com esse tipo de jogo e disse que, em vez de extinguir os bingos, o governo deveria efetuar uma rigorosa fiscalização e punir quem infringir a lei.
Para Emilia Fernandes, a atividade vem beneficiando várias modalidades esportivas, através da canalização de recursos, conforme determina a legislação. Além do disso, observou, os empresários que controlam os bingos, em sua grande maioria, são sérios e estão surpresos com a possível extinção do jogo.
A senadora sustentou que os bingos não podem ser extintos com uma simples medida provisória. A seu ver, é necessária a realização de um debate a nível nacional, envolvendo inclusive a participação dos empresários, "que montaram os seus negócios e investiram pesadamente atendendo a um chamamento do próprio governo".
Durante os debates, o senador Edison Lobão (PFL-MA) informou que cerca de um milhão de pessoas trabalham atualmente direta ou indiretamente com os bingos. Ele também defendeu uma rigorosa fiscalização do governo nas várias casas de jogos.
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) expressou opinião contrária, defendendo o imediato fechamento dos bingos em todo o país. Requião entende que durante os últimos 18 meses de funcionamento das casas de bingo, não houve qualquer benefício para o esporte. Pelo contrário, sustentou, foram usados, para a lavagem de dinheiro do crime organizado e abriram maior espaço para a sonegação.
- Está na hora de se acabar com essa experiência trágica - sentenciou Roberto Requião, sugerindo outras fontes de custeio para o esporte amador, que poderiam vir das loterias federais e estaduais. O senador pelo Paraná refutou o argumento de Lobão, segundo o qual a manutenção dos bingos é importante porque emprega muita gente.
- A pensar assim deveríamos legalizar o narcotráfico que é responsável por um número muito maior de empregos - disse Roberto Requião.
Para Emilia Fernandes, a atividade vem beneficiando várias modalidades esportivas, através da canalização de recursos, conforme determina a legislação. Além do disso, observou, os empresários que controlam os bingos, em sua grande maioria, são sérios e estão surpresos com a possível extinção do jogo.
A senadora sustentou que os bingos não podem ser extintos com uma simples medida provisória. A seu ver, é necessária a realização de um debate a nível nacional, envolvendo inclusive a participação dos empresários, "que montaram os seus negócios e investiram pesadamente atendendo a um chamamento do próprio governo".
Durante os debates, o senador Edison Lobão (PFL-MA) informou que cerca de um milhão de pessoas trabalham atualmente direta ou indiretamente com os bingos. Ele também defendeu uma rigorosa fiscalização do governo nas várias casas de jogos.
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) expressou opinião contrária, defendendo o imediato fechamento dos bingos em todo o país. Requião entende que durante os últimos 18 meses de funcionamento das casas de bingo, não houve qualquer benefício para o esporte. Pelo contrário, sustentou, foram usados, para a lavagem de dinheiro do crime organizado e abriram maior espaço para a sonegação.
- Está na hora de se acabar com essa experiência trágica - sentenciou Roberto Requião, sugerindo outras fontes de custeio para o esporte amador, que poderiam vir das loterias federais e estaduais. O senador pelo Paraná refutou o argumento de Lobão, segundo o qual a manutenção dos bingos é importante porque emprega muita gente.
- A pensar assim deveríamos legalizar o narcotráfico que é responsável por um número muito maior de empregos - disse Roberto Requião.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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