LANDO CONDENA DESVIO DE RECURSOS PARA O PROER

Da Redação | 26/11/1999, 00h00

Diante das revelações da CPI dos Bancos de que R$ 12,9 bilhões destinados ao Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer) serão pagos pelo contribuinte, o senador Amir Lando (PMDB-RO) afirmou que falta aos governantes, nos últimos anos, vontade política para acabar com a miséria e o desemprego no Brasil.
- A CPI desnudou a verdade do Proer. O montante que o Banco Central parece ter considerado residual, a ponto de ocultá-lo nas diversas explicações que deu ao público, corresponde a quatro vezes o que seria necessário para matar a fome e tirar da miséria todos os 60 milhões de brasileiros dependentes da solidariedade - afirmou.
A conta feita por Amir Lando baseia-se em cálculo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que estima em US$ 80 bilhões os recursos necessários para acabar com a fome e devolver a cidadania a desempregados e subempregados no mundo. Assim, como no Brasil estão 4% dos pobres do planeta, "o país precisaria de pouco mais de R$ 3 bilhões para uma ceia de Natal que incluísse todos os brasileiros".
Para o senador, esses números demonstram que a solução para os pobres e miseráveis não se constitui numa missão impossível, pois, viabilizados os recursos, "que parecem se mostrar abundantes", bastariam criatividade e vontade política.
- A conclusão, óbvia, é de que não há falta de criatividade nem de recursos públicos. A carência maior, principalmente nos últimos tempos, é de decisão política. Entre o pagamento da dívida pública e a miséria, a primeira. Entre os 60 milhões de miseráveis e o banqueiro, o último! - declarou Amir Lando.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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