WILSON CONDENA FINANCIAMENTOS DO BNDES A EMPRESAS ESTRANGEIRAS
Da Redação | 25/11/1999, 00h00
Os empréstimos que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vem concedendo às empresas estrangeiras que compram ativos nacionais são uma prática absurda, incoerente, sem justificativa aceitável e merecem a mais severa e indignada crítica, na opinião do senador Carlos Wilson (PPS-PE). O senador afirmou nesta quinta-feira (dia 25) que a privatização, no último dia 27 em São Paulo, das onze centrais elétricas da CESP Tietê - adquiridas pela multinacional AES - suscitou mais uma vez o tema. Para o senador, o BNDES precisa ter mais transparência na concessão de financiamentos.
- A compra foi efetuada com um lance de R$ 938 milhões, mas o BNDES emprestou R$ 360 milhões. Havia sido estabelecido que o BNDES só financiaria a operação para grupos brasileiros. Mas na última hora, com o argumento de que era necessário tornar mais atraente a venda da estatal, a regra foi torcida e invertida - afirmou.
Carlos Wilson destacou que a lógica de atrair capital estrangeiro para a economia brasileira é "que efetivamente seja trazido capital de fora". Mas, lembrou, vencendo o leilão uma empresa estrangeira, ela passa a fazer remessa de lucro para o exterior, o que não beneficia as contas públicas nem alavanca novos investimentos no Brasil, acredita.
- O BNDES não é um banco qualquer, é uma potência financeira. O seu orçamento de desembolsos alcançou R$ 20 bilhões este ano, valor que o coloca praticamente equiparado ao Banco Mundial. É preciso que o Brasil tenha uma agenda de desenvolvimento, um projeto estratégico, prioridades, uma política industrial com definição de setores-chaves a serem estimulados. Nada que signifique uma volta aos anos 70, com seus exagerados subsídios e sua excessiva estatização. E, sim, uma política industrial que leve em conta as duras lições dos sobressaltos de nossa economia nas últimas décadas - defendeu.
O discurso teve aparte do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), que sugeriu a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a atuação do BNDES nas privatizações. Em outro aparte, o senador Ademir Andrade (PSB-PA) também criticou a atuação do BNDES. "O governo está cheio de problemas e o Congresso Nacional ainda apoia todas as suas iniciativas", disse.
- A compra foi efetuada com um lance de R$ 938 milhões, mas o BNDES emprestou R$ 360 milhões. Havia sido estabelecido que o BNDES só financiaria a operação para grupos brasileiros. Mas na última hora, com o argumento de que era necessário tornar mais atraente a venda da estatal, a regra foi torcida e invertida - afirmou.
Carlos Wilson destacou que a lógica de atrair capital estrangeiro para a economia brasileira é "que efetivamente seja trazido capital de fora". Mas, lembrou, vencendo o leilão uma empresa estrangeira, ela passa a fazer remessa de lucro para o exterior, o que não beneficia as contas públicas nem alavanca novos investimentos no Brasil, acredita.
- O BNDES não é um banco qualquer, é uma potência financeira. O seu orçamento de desembolsos alcançou R$ 20 bilhões este ano, valor que o coloca praticamente equiparado ao Banco Mundial. É preciso que o Brasil tenha uma agenda de desenvolvimento, um projeto estratégico, prioridades, uma política industrial com definição de setores-chaves a serem estimulados. Nada que signifique uma volta aos anos 70, com seus exagerados subsídios e sua excessiva estatização. E, sim, uma política industrial que leve em conta as duras lições dos sobressaltos de nossa economia nas últimas décadas - defendeu.
O discurso teve aparte do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), que sugeriu a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a atuação do BNDES nas privatizações. Em outro aparte, o senador Ademir Andrade (PSB-PA) também criticou a atuação do BNDES. "O governo está cheio de problemas e o Congresso Nacional ainda apoia todas as suas iniciativas", disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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