REQUIÃO DIZ QUE MINISTRO TEVE APOIO DE FHC E PARLAMENTARES
Da Redação | 19/11/1999, 00h00
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) acusou o presidente Fernando Henrique Cardoso de proteger, em comum acordo com a sua base de sustentação no Congresso Nacional, o ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca, durante a audiência pública realizada na quinta-feira (dia 17), na qual o ministro se propôs a prestar esclarecimentos ao Senado sobre as denúncias de irregularidades nas autorizações para a abertura de bingos no país.
Segundo Requião, "o ministro foi poupado pelo plenário" que perdeu uma grande oportunidade de desvendar "um dos maiores escândalos já ocorridos neste país". No entender de Roberto Requião, "o Senado foi suave com o ministro", apesar de o Ministério Público e a Polícia Federal terem reunido provas suficientes para incriminar Rafael Greca. Para ele, a bancada de apoio ao governo, "de maneira irracional", permitiu que o ministro respondesse grande parte das perguntas de forma evasiva, não acrescentando nada aos fatos.
Roberto Requião condenou a postura do ministro e do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) de tentar desqualificar as denúncias, sob o argumento de que teriam como base uma carta anônima encaminha ao Palácio do Planalto. Ele frisou que as informações que enviou ao presidente das República lhe foram passadas por pessoa que conhece e da qual não revelou o nome para salvaguardá-la, tendo ele mesmo subscrito as denúncias, "como cidadão e senador da República".
As denúncias tiveram origem, destacou, em escutas telefônicas patrocinadas pelo Ministério Público italiano. Foram essas escutas que revelaram, conforme informou, que a máfia italiana estava desenvolvendo no Brasil a chamada "Operação São Paulo", destinada à lavagem de dinheiro através dos jogos eletrônicos.
"Não aceito essa desqualificação. Não há denúncia anônima. O que existe são fatos que incriminam o ministro e vários de seus assessores", disse o senador acrescentando que o escândalo envolvendo os jogos de bingo não vai se esgotar com a vinda do ministro Greca ao Senado. No seu entender, o Ministério Público dará andamento legal ao processo de incriminação e tentará esclarecer todas as denúncias.
Depois de afirmar que escândalos como os do bingo "estão sendo escondidos com a complacência do próprio governo", Roberto Requião informou que a Portaria nº 23, que legalizou as máquinas de jogo, teria custado U$ 150 mil aos donos das casas de bingo. E mais: o esquema montado, conforme acrescentou, cobrou U$ 15 mil para cada nova autorização de funcionamento para casas de bingo.
Roberto Requião também rechaçou afirmações do ministro do Esporte e Turismo, segundo as quais não tinha responsabilidade alguma na redação da Portaria nº 23, que resultou na medida provisória que legalizou os bingos no país. Segundo ele, Greca chegou a induzir em erro o próprio presidente da República ao apresentar à Casa Civil uma única MP, que liberava as máquinas de jogo no país. E citou declarações de Greca ao programa "Grito da Cidade", da TV Bandeirantes, atribuindo ao presidente Fernando Henrique a responsabilidade pela abertura dos jogos de bingo no país.
Segundo Requião, "o ministro foi poupado pelo plenário" que perdeu uma grande oportunidade de desvendar "um dos maiores escândalos já ocorridos neste país". No entender de Roberto Requião, "o Senado foi suave com o ministro", apesar de o Ministério Público e a Polícia Federal terem reunido provas suficientes para incriminar Rafael Greca. Para ele, a bancada de apoio ao governo, "de maneira irracional", permitiu que o ministro respondesse grande parte das perguntas de forma evasiva, não acrescentando nada aos fatos.
Roberto Requião condenou a postura do ministro e do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) de tentar desqualificar as denúncias, sob o argumento de que teriam como base uma carta anônima encaminha ao Palácio do Planalto. Ele frisou que as informações que enviou ao presidente das República lhe foram passadas por pessoa que conhece e da qual não revelou o nome para salvaguardá-la, tendo ele mesmo subscrito as denúncias, "como cidadão e senador da República".
As denúncias tiveram origem, destacou, em escutas telefônicas patrocinadas pelo Ministério Público italiano. Foram essas escutas que revelaram, conforme informou, que a máfia italiana estava desenvolvendo no Brasil a chamada "Operação São Paulo", destinada à lavagem de dinheiro através dos jogos eletrônicos.
"Não aceito essa desqualificação. Não há denúncia anônima. O que existe são fatos que incriminam o ministro e vários de seus assessores", disse o senador acrescentando que o escândalo envolvendo os jogos de bingo não vai se esgotar com a vinda do ministro Greca ao Senado. No seu entender, o Ministério Público dará andamento legal ao processo de incriminação e tentará esclarecer todas as denúncias.
Depois de afirmar que escândalos como os do bingo "estão sendo escondidos com a complacência do próprio governo", Roberto Requião informou que a Portaria nº 23, que legalizou as máquinas de jogo, teria custado U$ 150 mil aos donos das casas de bingo. E mais: o esquema montado, conforme acrescentou, cobrou U$ 15 mil para cada nova autorização de funcionamento para casas de bingo.
Roberto Requião também rechaçou afirmações do ministro do Esporte e Turismo, segundo as quais não tinha responsabilidade alguma na redação da Portaria nº 23, que resultou na medida provisória que legalizou os bingos no país. Segundo ele, Greca chegou a induzir em erro o próprio presidente da República ao apresentar à Casa Civil uma única MP, que liberava as máquinas de jogo no país. E citou declarações de Greca ao programa "Grito da Cidade", da TV Bandeirantes, atribuindo ao presidente Fernando Henrique a responsabilidade pela abertura dos jogos de bingo no país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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