PATROCÍNIO QUER CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO SOBRE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
Da Redação | 19/11/1999, 00h00
O Brasil faz poucos transplantes de órgãos em comparação a outros países, sendo necessária a realização de campanhas de esclarecimento para aumentar o número de doadores, afirmou nesta sexta-feira (dia 19) o senador Carlos Patrocínio (PFL-TO). O senador disse que a posição do Brasil "é vergonhosa", se comparada a de outros países, lembrando que a França fez 500 transplantes de coração em 1998, enquanto o Brasil, com maior população, realizou apenas 87.
Na Espanha, acrescentou, a espera por um transplante não é mais do que três meses, enquanto no Brasil há pessoas na fila há mais de dez anos e sem esperanças de conseguir sobreviver. No Brasil, continuou Patrocínio, para cada um milhão de habitantes são captados, no máximo, três órgãos humanos para transplantes. Na Espanha, a média é de 29 órgãos.
- É preciso desencadear uma série de campanhas de esclarecimento em todos os estados, para que as diferentes camadas da população sejam informadas sobre a importância dos transplantes. Deve-se explicar ao povo que a morte cerebral é irreversível, mas que o coração ainda pode bater inutilmente por 24 horas. E é justamente nesse período que podem ser retirados os órgãos para transplantes - disse.
A desigualdade regional também se manifesta na questão dos transplantes. Segundo o senador, os estados mais avançados na realização de transplantes são São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. No Nordeste, a situação é mais difícil e é ainda mais crítica no Norte. Cerca de 80% dos transplantes feitos no país estão no Sul e no Sudeste.
A conclusão do senador é de que, apesar da aprovação da lei que torna todos doadores a menos que se manifestem em contrário, a atitude dos brasileiros ainda é de rejeição a essa medida.
Na Espanha, acrescentou, a espera por um transplante não é mais do que três meses, enquanto no Brasil há pessoas na fila há mais de dez anos e sem esperanças de conseguir sobreviver. No Brasil, continuou Patrocínio, para cada um milhão de habitantes são captados, no máximo, três órgãos humanos para transplantes. Na Espanha, a média é de 29 órgãos.
- É preciso desencadear uma série de campanhas de esclarecimento em todos os estados, para que as diferentes camadas da população sejam informadas sobre a importância dos transplantes. Deve-se explicar ao povo que a morte cerebral é irreversível, mas que o coração ainda pode bater inutilmente por 24 horas. E é justamente nesse período que podem ser retirados os órgãos para transplantes - disse.
A desigualdade regional também se manifesta na questão dos transplantes. Segundo o senador, os estados mais avançados na realização de transplantes são São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. No Nordeste, a situação é mais difícil e é ainda mais crítica no Norte. Cerca de 80% dos transplantes feitos no país estão no Sul e no Sudeste.
A conclusão do senador é de que, apesar da aprovação da lei que torna todos doadores a menos que se manifestem em contrário, a atitude dos brasileiros ainda é de rejeição a essa medida.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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