SATURNINO ELOGIA ARTIGO CONTRÁRIO À PENA DE MORTE
Da Redação | 17/11/1999, 00h00
O senador Roberto Saturnino (PSB-RJ) elogiou, nesta quarta-feira (dia 17), artigo da jornalista Dora Kramer, publicado no Jornal do Brasil, sobre pesquisa de opinião a respeito da pena de morte. A jornalista comenta em sua coluna "Coisas da Política" pesquisa do instituto Vox Populi que mostra "crescente apoio à instituição da pena de morte como solução para a violência". Na opinião de Dora Kramer, a pena de morte pode até atender ao sentimento de vingança, mas não servirá para diminuir a criminalidade.
Saturnino disse apreciar o estilo da jornalista e concordar em quase tudo com o artigo. Entretanto, fez questão de ressaltar discordância no que se refere à questão da impunidade. A pena de morte, segundo a articulista, "introduz no ambiente social uma sensação de que ao acréscimo do rigor corresponderá o decréscimo do risco. O que é falso, pois o que mobiliza o criminoso não é gradação da pena, mas a certeza de que ficará impune".
Para o senador, a sensação de impunidade é um privilégio dos ricos, que raramente são condenados quando praticam crimes. Os pobres, observou Saturnino, mesmo sabendo dos riscos que correm, se vêem às voltas com um dilema muito característico: ou se conformam com a indignidade da situação econômico-social em que vivem ou partem para a indignidade do crime.
- Poderíamos chamar essas pessoas de "os sem-chance" - disse o senador.
Saturnino disse apreciar o estilo da jornalista e concordar em quase tudo com o artigo. Entretanto, fez questão de ressaltar discordância no que se refere à questão da impunidade. A pena de morte, segundo a articulista, "introduz no ambiente social uma sensação de que ao acréscimo do rigor corresponderá o decréscimo do risco. O que é falso, pois o que mobiliza o criminoso não é gradação da pena, mas a certeza de que ficará impune".
Para o senador, a sensação de impunidade é um privilégio dos ricos, que raramente são condenados quando praticam crimes. Os pobres, observou Saturnino, mesmo sabendo dos riscos que correm, se vêem às voltas com um dilema muito característico: ou se conformam com a indignidade da situação econômico-social em que vivem ou partem para a indignidade do crime.
- Poderíamos chamar essas pessoas de "os sem-chance" - disse o senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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