FECHAMENTO DE CINEMAS NO BRASIL PREOCUPA EXIBIDORES
Da Redação | 12/11/1999, 00h00
O exibidor Luis Severiano Ribeiro Neto manifestou nesta sexta-feira (dia 12), na Subcomissão do Cinema Brasileiro, sua preocupação quanto às dificuldades que a categoria vem enfrentando no Brasil. À frente de um grupo que se mantém ativo há 84 anos, ele admitiu que essas dificuldades, "resultado de várias inovações, como a proliferação das salas multiplex", podem ser melhor avaliadas quando se verifica que, em pouco tempo, das 3.500 salas de exibição que existiam no país restam apenas 1.500.
O resultado, disse ele, é que o Brasil é, atualmente, um dos países que apresentam um dos menores índices de salas por espectadores, com uma para cada 100 mil, enquanto nos Estados Unidos há uma sala para cada sete mil; na Itália, uma para cada dez mil e, na França, uma sala para cada 15 mil espectadores.
Luis Severiano também defendeu a ampliação dos estímulos para a exibição de filmes brasileiros, como, por exemplo, a "cota de tela". Trata-se, segundo ele, de um prêmio para os exibidores que ultrapassarem a cota de 42 filmes nacionais por ano e, assim, ganham o direito a um desconto na carga tributária a ser paga.
No entanto, ele também ressaltou que filmes estrangeiros, como Titanic, que teve um público de 17 milhões de espectadores no Brasil, "ajudam a aquecer o mercado".
- Quem saía de casa para ver o Titanic e encontrava uma fila muito grande na porta do cinema, ia ver outro em uma das salas mais próxima - explicou.
O ideal, segundo o exibidor, é que o espectador possa dispor de filmes brasileiros, americanos, italianos, franceses para assistir. Ele também informou que, hoje, o Rio de Janeiro é a cidade onde há o maior público para filmes nacionais no país.
O resultado, disse ele, é que o Brasil é, atualmente, um dos países que apresentam um dos menores índices de salas por espectadores, com uma para cada 100 mil, enquanto nos Estados Unidos há uma sala para cada sete mil; na Itália, uma para cada dez mil e, na França, uma sala para cada 15 mil espectadores.
Luis Severiano também defendeu a ampliação dos estímulos para a exibição de filmes brasileiros, como, por exemplo, a "cota de tela". Trata-se, segundo ele, de um prêmio para os exibidores que ultrapassarem a cota de 42 filmes nacionais por ano e, assim, ganham o direito a um desconto na carga tributária a ser paga.
No entanto, ele também ressaltou que filmes estrangeiros, como Titanic, que teve um público de 17 milhões de espectadores no Brasil, "ajudam a aquecer o mercado".
- Quem saía de casa para ver o Titanic e encontrava uma fila muito grande na porta do cinema, ia ver outro em uma das salas mais próxima - explicou.
O ideal, segundo o exibidor, é que o espectador possa dispor de filmes brasileiros, americanos, italianos, franceses para assistir. Ele também informou que, hoje, o Rio de Janeiro é a cidade onde há o maior público para filmes nacionais no país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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