ERNANI RECONHECE IRREGULARIDADE EM DESPACHO EMITIDO NO PROCESSO
Da Redação | 11/11/1999, 00h00
r Ernani Vieirade Souza concordou com o relator da CPI do Judiciário, senador Paulo Souto (PFL-BA), deque cometeu ato irregular em despacho emitido sobre a restauração dos autos doinventário do seu padrasto, Péricles Rondon. O magistrado, mesmo parte interessada noprocesso em que sua meia-irmã Beatriz Rondon tenta reaver parte da herança, despachouquatro páginas datilografadas opinando sobre o processo e argüindo suspeição dodesembargador Benedito Pereira do Nascimento.
De acordo com o magistrado, o processo sobre o inventário de seu padrasto chegou às suasmãos inadvertidamente. Por ser parte interessada, Ernani Vieira, segundo ele próprioconcordou com o relator Paulo Souto, deveria apenas despachar no processo que estariaimpedido para se posicionar sobre o assunto. Mesmo reconhecendo a irregularidade, eleexplicou que sua ação não interferiu no desenrolar do processo, já que a ação derestauração dos autos está prejudicada pelo fato de o advogado já ter movido a açãoprincipal.
O relator Paulo Souto, o vice-presidente Carlos Wilson (PPS-PE) e o senador Djalma Bessa(PFL-BA) pediram ao magistrado informações sobre o empresário Josino PereiraGuimarães, acusado pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado no início desetembro, de intermediar a venda de sentenças no TJMT. Ernani Vieira revelou que morou nomesmo prédio que o empresário, mas que nunca manteve com ele um relacionamento maispróximo.
- Josino é muito bem relacionado em Cuiabá e é filho de uma das famílias mais dignasdo município. Fiquei surpreso quando surgiram as acusações contra ele, pois antes dissoeu não tinha ciência do assunto. Não privo de sua intimidade para conhecer a fundo oseu caráter, mas ele parece ser um playboy de antigamente - afirmou Ernani Vieira.
De acordo com o magistrado, o processo sobre o inventário de seu padrasto chegou às suasmãos inadvertidamente. Por ser parte interessada, Ernani Vieira, segundo ele próprioconcordou com o relator Paulo Souto, deveria apenas despachar no processo que estariaimpedido para se posicionar sobre o assunto. Mesmo reconhecendo a irregularidade, eleexplicou que sua ação não interferiu no desenrolar do processo, já que a ação derestauração dos autos está prejudicada pelo fato de o advogado já ter movido a açãoprincipal.
O relator Paulo Souto, o vice-presidente Carlos Wilson (PPS-PE) e o senador Djalma Bessa(PFL-BA) pediram ao magistrado informações sobre o empresário Josino PereiraGuimarães, acusado pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado no início desetembro, de intermediar a venda de sentenças no TJMT. Ernani Vieira revelou que morou nomesmo prédio que o empresário, mas que nunca manteve com ele um relacionamento maispróximo.
- Josino é muito bem relacionado em Cuiabá e é filho de uma das famílias mais dignasdo município. Fiquei surpreso quando surgiram as acusações contra ele, pois antes dissoeu não tinha ciência do assunto. Não privo de sua intimidade para conhecer a fundo oseu caráter, mas ele parece ser um playboy de antigamente - afirmou Ernani Vieira.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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