SENADORES E ECOLOGISTAS DEBATEM RISCOS E OPORTUNIDADES PARA AMAZÔNIA
Da Redação | 10/11/1999, 00h00
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) realizou nesta quarta-feira a segunda etapa do seminário "A Amazônia - Patrimônio Ameaçado?", ouvindo o senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM) e o diretor-executivo do Greenpeace, Roberto Kishinami. O senador questionou o papel das organizações não-governamentais (ONGs), na sua maioria movidas por interesses internacionais que querem impedir o desenvolvimento da região, segundo Mestrinho.
Roberto Kishinami, respondendo ao senador, disse que não falava pela comunidade internacional, mas garantiu que o Greenpeace respeita a autonomia do Brasil sobre a Amazônia. A nociva presença internacional na região é representada por grandes proprietários de terras e grandes projetos de exploração madeireira e mineração, de acordo com o ecologista.
Na opinião de Mestrinho, o que as ONGs e o governo brasileiro, por meio da política ambiental, estão fazendo é impedir a exploração econômica da Amazônia pelos seus habitantes, levando-os a uma condição de miséria mesmo habitando solo muito rico.- O que eles querem é expulsar as pessoas da Amazônia. Temos que pensar na sobrevivência do ser humano em primeiro lugar - disse o senador.
Para o diretor do Greenpeace é um equívoco enxergar a Amazônia como um vazio econômico e demográfico a ser ocupado. Para ele, a política adequada para a região deve levar em conta as necessidades das populações que lá já habitam, mas com foco no extrativismo de forma a preservar a biodiversidade.
- Há uma enorme riqueza que não estamos sabendo aproveitar - disse Kishinami, referindo-se aos seringais.
Mestrinho rebateu o ponto de vista do Greenpeace, dizendo que é preciso explorar a floresta, até para renová-la, contribuindo ainda para a melhoria das condições do ar. A senadora Heloísa Helena (PT-AL) concorda com a necessidade de exploração econômica da Amazônia e lamentou a dificuldades em se encontrar alternativas para fazê-lo de maneira racional beneficiando o homem e a natureza. O senador Luis Otávio (PPB-PA) contestou a afirmação de Kishinami de que a atividade madeireira no Sul do Pará degradou muitas áreas e deixou como saldo cidades-fantasmas
- O senhor deveria se reciclar - aconselhou Luis Otávio ao diretor do Greenpeace.
Ao final da reunião, o senador Tião Viana (PT-AC), autor do requerimento que levou à realização do seminário, considerou positivo o resultado do debate e lembrou que há menos discordâncias do que parece entre Mestrinho e o Greenpeace.
- Assistimos aqui não a um confronto, mas a uma controvérsia - disse Viana.
Também o presidente da comissão, senador José Sarney (PMDB-AP), enfatizou a importância do debate e da pluralidade de idéias. Ainda no decorrer dos trabalhos, Sarney saudara a presença de Kishinami no seminário em seguida a um protesto do senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR), que na ausência momentânea de Sarney chegou a presidir os trabalhos. Depois da exposição de Mestrinho, Mozarildo deixou a reunião afirmando não concordar com a presença do respresentante do Greenpeace.
Roberto Kishinami, respondendo ao senador, disse que não falava pela comunidade internacional, mas garantiu que o Greenpeace respeita a autonomia do Brasil sobre a Amazônia. A nociva presença internacional na região é representada por grandes proprietários de terras e grandes projetos de exploração madeireira e mineração, de acordo com o ecologista.
Na opinião de Mestrinho, o que as ONGs e o governo brasileiro, por meio da política ambiental, estão fazendo é impedir a exploração econômica da Amazônia pelos seus habitantes, levando-os a uma condição de miséria mesmo habitando solo muito rico.- O que eles querem é expulsar as pessoas da Amazônia. Temos que pensar na sobrevivência do ser humano em primeiro lugar - disse o senador.
Para o diretor do Greenpeace é um equívoco enxergar a Amazônia como um vazio econômico e demográfico a ser ocupado. Para ele, a política adequada para a região deve levar em conta as necessidades das populações que lá já habitam, mas com foco no extrativismo de forma a preservar a biodiversidade.
- Há uma enorme riqueza que não estamos sabendo aproveitar - disse Kishinami, referindo-se aos seringais.
Mestrinho rebateu o ponto de vista do Greenpeace, dizendo que é preciso explorar a floresta, até para renová-la, contribuindo ainda para a melhoria das condições do ar. A senadora Heloísa Helena (PT-AL) concorda com a necessidade de exploração econômica da Amazônia e lamentou a dificuldades em se encontrar alternativas para fazê-lo de maneira racional beneficiando o homem e a natureza. O senador Luis Otávio (PPB-PA) contestou a afirmação de Kishinami de que a atividade madeireira no Sul do Pará degradou muitas áreas e deixou como saldo cidades-fantasmas
- O senhor deveria se reciclar - aconselhou Luis Otávio ao diretor do Greenpeace.
Ao final da reunião, o senador Tião Viana (PT-AC), autor do requerimento que levou à realização do seminário, considerou positivo o resultado do debate e lembrou que há menos discordâncias do que parece entre Mestrinho e o Greenpeace.
- Assistimos aqui não a um confronto, mas a uma controvérsia - disse Viana.
Também o presidente da comissão, senador José Sarney (PMDB-AP), enfatizou a importância do debate e da pluralidade de idéias. Ainda no decorrer dos trabalhos, Sarney saudara a presença de Kishinami no seminário em seguida a um protesto do senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR), que na ausência momentânea de Sarney chegou a presidir os trabalhos. Depois da exposição de Mestrinho, Mozarildo deixou a reunião afirmando não concordar com a presença do respresentante do Greenpeace.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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