SUASSUNA DEFENDE TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO
Da Redação | 09/11/1999, 00h00
O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) defendeu nesta terça-feira (dia 9) a transposição das águas do rio São Francisco para acabar com a sede de 12 milhões de brasileiros que vivem na Região Nordeste. Suassuna apresentou requerimentos para a criação de duas comissões: uma temporária destinada a acompanhar junto ao Poder Executivo a execução físico-financeira das obras do projeto de transposição; e outra para acompanhar in loco as ações de políticas públicas destinadas a minorar os efeitos da seca na Região Nordeste.
Mencionando reportagens publicadas em jornais e revistas, o senador explicou que a falta de água não se resume ao sertão, mas já atinge as capitais, provocando o racionamento, inibindo o desenvolvimento industrial e matando crianças em grande quantidade e velocidade. "Na Paraíba, cerca de 1,2 milhão de pessoas (quase 40% da população) dependem de carros-pipa para ter água em suas casas", revelou.
Suassuna disse que com US$ 2,3 bilhões emprestados pelo Banco Mundial, com contrapartida do governo brasileiro, o projeto de transposição das águas do São Francisco sairia do papel e lembrou que esses valores já estão reconhecidos e expressos no Plano Plurianual. Segundo o senador, dos 223 municípios paraibanos, 193 estão em estado crítico por conta da seca, e dos 123 sistemas de abastecimento de água, 43 estão em colapso.
- Tenho abordado, desta tribuna, de forma obsessiva e obstinada, a questão da seca, para mim a mais importante bandeira política do povo paraibano. Enquanto esse drama inaceitável, que mata de fome e sede crianças, moços e velhos todos os anos, numa ciranda macabra e recorrente, não for resolvido, não posso calar a minha voz e a minha indignação. Recuso-me ao silêncio confortável dos fracos e omissos. Estamos desesperados e precisando de solidariedade - afirmou o senador.
O senador Artur da Távola (sem partido-RJ) perguntou a Suassuna o que falta para que seja iniciada a obra de transposição das águas. Ney Suassuna afirmou que o que falta é vontade política, pois não há impedimento técnico ou ecológico para o projeto. O senador José Alencar (PMDB-MG) lembrou que o Brasil concentra quase 20% da água doce do planeta e que o rio São Francisco precisa urgentemente de cuidados especiais, como a recomposição das matas ciliares e desassoreamento. Alencar defendeu o início de estudos que demonstrem a viabilidade do projeto e que as informações sejam levadas ao governo.
Mencionando reportagens publicadas em jornais e revistas, o senador explicou que a falta de água não se resume ao sertão, mas já atinge as capitais, provocando o racionamento, inibindo o desenvolvimento industrial e matando crianças em grande quantidade e velocidade. "Na Paraíba, cerca de 1,2 milhão de pessoas (quase 40% da população) dependem de carros-pipa para ter água em suas casas", revelou.
Suassuna disse que com US$ 2,3 bilhões emprestados pelo Banco Mundial, com contrapartida do governo brasileiro, o projeto de transposição das águas do São Francisco sairia do papel e lembrou que esses valores já estão reconhecidos e expressos no Plano Plurianual. Segundo o senador, dos 223 municípios paraibanos, 193 estão em estado crítico por conta da seca, e dos 123 sistemas de abastecimento de água, 43 estão em colapso.
- Tenho abordado, desta tribuna, de forma obsessiva e obstinada, a questão da seca, para mim a mais importante bandeira política do povo paraibano. Enquanto esse drama inaceitável, que mata de fome e sede crianças, moços e velhos todos os anos, numa ciranda macabra e recorrente, não for resolvido, não posso calar a minha voz e a minha indignação. Recuso-me ao silêncio confortável dos fracos e omissos. Estamos desesperados e precisando de solidariedade - afirmou o senador.
O senador Artur da Távola (sem partido-RJ) perguntou a Suassuna o que falta para que seja iniciada a obra de transposição das águas. Ney Suassuna afirmou que o que falta é vontade política, pois não há impedimento técnico ou ecológico para o projeto. O senador José Alencar (PMDB-MG) lembrou que o Brasil concentra quase 20% da água doce do planeta e que o rio São Francisco precisa urgentemente de cuidados especiais, como a recomposição das matas ciliares e desassoreamento. Alencar defendeu o início de estudos que demonstrem a viabilidade do projeto e que as informações sejam levadas ao governo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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