SÉRGIO MACHADO QUER REGULAMENTAR TRANSPORTE DE PESSOAS EM CAMINHÕES

Da Redação | 05/11/1999, 00h00

O senador Sérgio Machado (PSDB-CE) fez um apelo à Mesa da Câmara dos Deputados para que reveja decisão da Comissão de Viação e Transportes daquela Casa, que aprovou parecer contrário do relator a projeto de sua autoria, que modifica o Código de Trânsito Brasileiro, permitindo a regulamentação do transporte de pessoas em veículos de carga, os chamados "paus-de-arara." O projeto foi aprovado pelo Senado Federal.
Mesmo reservando elogios à atual legislação de trânsito, Sérgio Machado alegou ser necessário uma revisão do código - que proíbe o transporte de pessoas em veículos de carga - para adaptá-lo à realidade do interior brasileiro, onde, em muitos casos, inexistem linhas regulares de ônibus pela precariedade das estradas ou pela inviabilidade econômica.
- É fundamental o exame das condições adversas em nossos díspares rincões do meio rural, advindas das enormes desigualdades regionais, ainda enfrentadas pela nação brasileira - observou.
Como exemplo, o senador pelo Ceará citou as recentes manifestações de religiosidade em seu estado, quando 300 mil romeiros se deslocaram a Juazeiro do Norte para a romaria em homenagem ao Padre Cícero. Segundo o parlamentar, a grande maioria dos romeiros chegou à cidade através de "paus-de-arara", sem que fosse registrado nenhum incidente.
- Diante de manifestações populares deste porte que evidenciam a fé do povo brasileiro e da incapacidade de transporte regulamentado para a grande maioria de romeiros deste país, volto a insistir na importância do projeto que apresentei a esta Casa relativo à regulamentação dos paus-de-arara, para que milhares de brasileiros possam ter o direito inequívoco de exercer sua fé - justificou.
Sérgio Machado disse ainda esperar que o Congresso Nacional se sensibilize quanto ao problema e, em conjunto, Câmara e Senado, encontrem solução para as adaptações sugeridas ao Código. "Estaríamos fazendo justiça ao cidadão interiorano, em particular o sertanejo, em sua grande maioria desprovido de meios, senão os alternativos, para lhe propiciar alguma melhora, mesmo que singela, em sua tão precária qualidade de vida", afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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