ROCHA PEDE NOVOS CURSOS DE MEDICINA E RIGOR CONTRA O NARCOTRÁFICO

Da Redação | 05/11/1999, 00h00

A discriminação se repete: depois de limitar a instalação de escolas técnicas federais, as autoridades querem agora impedir a criação de novos cursos de medicina no país, prejudicando as regiões carentes, segundo alertou nesta sexta-feira (dia 5) o senador Sebastião Rocha (PDT-AP). Em pronunciamento no plenário, Rocha também apoiou a proposta de se transformar em comissão permanente a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara dos Deputados que investiga o narcotráfico e criticou o projeto de privatização da Eletronorte.
Rocha considera fundamental que o Ministério da Educação e o Conselho Nacional da Educação revejam suas posições favoráveis à proibição de novos cursos de medicina no país. Embora reconheça a necessidade de critérios para a autorização dos cursos, disse que não se pode penalizar as regiões mais pobres, que têm uma demanda crescente de assistência à saúde.
O senador destacou que idêntica medida discriminatória foi adotada tempos atrás pelo governo federal, quando limitou a implantação de escolas técnicas federais, desonerando-se de seu custeio e das despesas de pessoal. Rocha prometeu fazer pronunciamento demonstrando a necessidade de novos cursos de medicina no país.
Recente reportagem do Jornal do Brasil mencionou, conforme o senador, o Amapá como um dos estados onde poderiam estar se desenvolvendo ações organizadas de narcotráfico e de grupos de extermínio. A propósito, Rocha apelou ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal e ao Ministério Público do Amapá para que aprofundem as investigações. O senador recordou o assassinato, há cerca de três anos, do médico Waldson Rocha e da estudante Aldenise. Tudo indica que os crimes teriam sido encomendados e que teriam ligação com o narcotráfico, afirmou o senador, ao manifestar apoio à idéia de se transformar a CPI do Narcotráfico em comissão permanente.
ELETRONORTECriticando mais uma vez o plano de se privatizar a Eletronorte, Sebastião Rocha afirmou que a empresa é essencial para a Amazônia e de forma nenhuma pode ser vendida. Além de gerar energia elétrica, a Eletronorte é indutora do desenvolvimento de uma região que tanto precisa de aporte financeiro para sua infra-estrutura, incluindo energia, rodovias e portos, observou.
- Quero também lembrar um certa dívida que a Eletronorte ainda tem com a região amazônica, que é a travessia do rio Amazonas por seu sistema de transmissão para interligar todas a vasta área da margem esquerda do rio com os grandes potenciais hidrelétricos do Tocantins e do Xingu e, desse modo, poder nutrir com energia elétrica gerada no Norte a banda mais carente de desenvolvimento dessa região, que é a margem esquerda do rio Amazonas - disse o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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