MARIA DO CARMO: DESVALORIZAÇÃO DO REAL PREJUDICOU EMPRESAS DE SAÚDE DE SERGIPE

Da Redação | 04/11/1999, 00h00

A senadora Maria do Carmo Alves (PFL-SE) manifestou sua preocupação com fatos que estão "minando a saúde" das empresas da área médica de Sergipe, em especial as que utilizam equipamentos de alta tecnologia importados. Segundo a senadora, a desvalorização do real frente ao dólar, que chegou a 64%, aliada a uma queda de 40% no comparecimento de pacientes aos consultórios, está gerando desemprego e muitas dificuldades no tratamento de doentes pobres atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) naquele estado.
De acordo com Maria do Carmo, desde março deste ano, quando o governo promoveu uma maxidesvalorzação da moeda, "de forma desavisada", várias empresas sergipanas vêm enfrentando sérias dificuldades. Além de conviverem com uma retração significativa de mercado, essas empresas contraíram dívidas em dólar e hoje não conseguem saldar seus compromissos.
- Quem comprou prjetou sua capacidade de pagamento em orçamento com moeda anunciadamente estável e não imaginava que o dólar se maxidesvalorizasse ou que os pacientes que freqüentam seus serviços dominuíssem tanto - frisou Maria do Carmo.
Para piorar a situação, acrescentou a senadora, o comparecimento de pacientes aos consultórios para fazerem exames e consultas caiu em 40%, e a maioria dos planos de saúde estão renegociando e reduzindo de 20% a 30% os valores de suas tabelas para o pagamento de serviços médicos. Assim, explicou, o equipamento que era usado para exames em dez pacientes por dia, a R$ 10,00 por paciente, hoje atende de seis a sete por, no máximo, R$ 8,00 por paciente.
A senadora por Sergipe sugere que haja uma união das empresas inadimplentes e dos credores para solucionar o problema. "Deve o cobrador utilizar-se de toda a compreensão, desarmar-se o clássico espírito de cobrador inabalável e imovível, especialmente por tratar-se de viabilizar o pagamento de um artificalmente inchado volume de reais que tem a receber, fruto da maxidesvalirização," disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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