JUCÁ PROPÕE AUDIÊNCIAS PÚBLICAS PARA DISCUTIR LEGALIZAÇÃO DO JOGO

Da Redação | 02/09/1999, 00h00

O senador Romero Jucá (PSDB-RR), relator do projeto que determina a reabertura dos cassinos e a legalização dos jogos de azar, anunciou nesta quinta-feira (dia 2), que irá propor a realização de audiências públicas sobre o tema na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde a matéria tramita. "Pretendo abrir um amplo debate para tratar dessa questão, que considero das mais polêmicas", afirmou.Ele admitiu que ainda não tem opinião formada sobre o projeto, que já foi aprovado na Câmara e nas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A CAS, conforme Jucá, será o último estágio para legalizar ou coibir o jogo no Brasil.O relator afirmou que irá propor ao senador Osmar Dias (PSDB-PR), presidente da CAS, que sejam convidadas personalidades representativas dos diversos setores da sociedade, "tanto os que apoiam quanto os que condenam a legalização", para participarem das audiências públicas.Segundo o senador, entre os argumentos mais citados pelos defensores do projeto, estão a capacidade de gerar empregos, o fortalecimento do turismo interno e o aumento da arrecadação de impostos. Já entre os seus opositores, as principais preocupações são a possibilidade do uso de cassinos para a lavagem de dinheiro obtido através do tráfico de drogas e armas, e também a questão da desagregação familiar causada pelo vício.Em parte, o senador Gérson Camata (PMDB-ES) manifestou seu apoio ao projeto e chamou atenção para a existência de uma proposta do apresentador de televisão, Carlos Massa, o Ratinho, quando deputado federal, favorável à construção de cassinos na região do polígono das secas, a exemplo do que aconteceu em regiões áridas dos EUA.Já a senadora Marluce Pinto (PMDB-RR) antecipou que votará contra o projeto, mas elogiou a proposta de realização das audiências públicas. A senadora esclareceu que sua principal preocupação é com os pais de família que, sem controle sobre o vício, "acabam penhorando até suas casas para saudar dívidas contraídas através do jogo".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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