NOVOS CASOS PODERÃO SER INVESTIGADOS

Da Redação | 26/05/1999, 00h00

Novos casos poderão ser investigados pela CPI do Judiciário. A informação foi dada nesta quarta-feira (dia 27) pelo presidente da comissão, senador Ramez Tebet (PMDB-MS), acrescentando que na próxima terça-feira (dia 1º) os senadores decidirão quais das denúncias que têm chegado ao Senado serão investigadas. — É certo que avaliaremos outros casos, mas não vamos abrir muitas frentes de trabalho. Entretanto, como presidente, não posso adiantar quais são esses casos - comentou Tebet.

Nesta quinta-feira (dia 27), às 10 horas, a CPI ouve o ex-contador do Consórcio Nacional Itapemirim, Antonio Carlos de Morais, que irá prestar esclarecimentos sobre a situação patrimonial da empresa antes da morte do seu proprietário, Washington Nominatto, em novembro de 1987. A CPI está investigando o inventário da herança deixada por Washington para seu filho, Luiz Gustavo Nominatto, que, segundo denúncias, teria sido lesado pelos administradores do espólio. Os senadores ouvem também o depoimento do advogado Joaquim Tomaz Lopes, que defendeu a mãe de Luiz Gustavo, Miramar Rocha.

Na segunda-feira (dia 31), a comissão prossegue a investigação de denúncias de contratações sem licitação, desaparecimento de processos administrativos e superfaturamento de obras no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro, principalmente durante a gestão do então presidente José Maria de Mello Porto, entre 1992 e 1994. Os senadores ouvem os juízes Ivan Dias Rodrigues Alves, Dóris Castro Neves e Amélia Valadão, que fizeram parte da Comissão Interna de Sindicância, criada pelo TRT-RJ para apurar os fatos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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