MOREIRA MENDES DENUNCIA CARTELIZAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE VACINA CONTRA FEBRE AFTOSA
Da Redação | 18/05/1999, 00h00
Ao registrar que nos últimos seis meses as vacinas contra febre aftosa sofreram um aumento em seus preços entre 100% e 120%, o senador Moreira Mendes (PFL-RO) denunciou a cartelização das indústrias farmacêuticas nacionais que produzem este tipo de vacina. Para resolver o problema, ele sugeriu a liberação de alíquotas dos impostos incidentes sobre a importação, de maneira a permitir a entrada de similares estrangeiros a preços mais justos para o produtor.- Injustificadamente e sem nenhum escrúpulo, as empresas aumentaram o preço da vacina, que em dezembro de 1998 oscilava entre R$ 0,25 a R$ 0,35 para R$ 0,60 e R$ 0,80 em maio deste ano. Esta é uma clara demonstração de que pretendem mesmo é continuar mantendo o rebanho nacional infectado, para que possam, assim, continuar vendendo o seu produto, permanecendo o Brasil na condição de terceiro mundo, no que se refere à sanidade animal - comentou Moreira Mendes.Entre as empresas fabricantes das vacinas contra febre aftosa e que integrariam um suposto cartel, Moreira Mendes citou a Bayer S/A, Coopers Brasil Ltda., Hoechst Roussel Vet S/A, Laboratórios Pfizer Ltda., Merial Saúde Animal Ltda. E Vallée S/A. O senador por Rondônia lembrou que o aumento ocorreu justamente em maio, o mês em que todo o Brasil procede a vacinação do rebanho.Moreira Mendes informou que, junto com os deputados integrantes da Comissão de Agricultura da Câmara, esteve na Secretaria de Direitos Econômicos do Ministério da Justiça cobrando que sejam tomadas providências para coibir os aumentos. Lá também os parlamentares propuseram a liberação dos impostos sobre importação, justificando que esta medida também serviria como punição aos fabricantes nacionais pelo abuso.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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